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10/11/2008 - 16h21min

Eliane Brum lança livro e faz palestra na Famecos

A jornalista Eliane Brum possui 20 anos de carreira e quase 40 prêmios no Brasil e no Exterior. Sua trajetória e seu livro mais recente serão tema da palestra Olho da rua – histórias de uma repórter, que ela fará na próxima sexta-feira (14/11), às 9h, na Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS – mesma instituição onde ela se graduou.

O nome da palestra é inspirado na obra lançada este mês pela Editora Globo. O olho da rua – uma repórter em busca da literatura da vida real reúne 10 reportagens publicadas originalmente na revista Época entre março de 2000 e agosto de 2008. Cada uma vem acompanhada de um comentário, uma reflexão da autora sobre seu trabalho, funcionando como uma espécie de making of das suas empreitadas movidas pelo que ela mesma chama de “olhar insubordinado”. Eliane se desnuda e extrai sentido não apenas das realidades e personagens que esquadrinhou, mas da sua própria realidade. O trabalho de campo e o processo da escrita emanam das páginas com vigor próprio. Não se tratam de textos acessórios, peças menores servindo de coadjuvantes. O que o livro apresenta é uma combinação de jornalismo visceral com aulas e testemunhos sobre o ofício de contar histórias sob a ótica do jornalismo.

A palestra ocorrerá no Auditório da Famecos (Av. Ipiranga, 6.681 – prédio 7). A mediação será do professor Vitor Necchi, que publica no número 7 da revista Norte uma resenha sobre O olho da rua. Essa obra e a anterior de Eliane, A vida que ninguém vê (2006, Arquipélago Editorial) – vencedor do Prêmio Jabuti 2007, na categoria melhor livro de reportagem – estarão à venda com desconto no local.

30/9/2008 - 13h56min

O ontem vira reportagem

Bi-centenário da chegada da família real ao Brasil, cem anos da imigração japonesa, o maio de 1968 na crise dos quarenta e o SET alcança a maioridade plena. As efemérides são um modo que os jornalistas encontraram de trazer a história dos historiadores para a notícia cotidiana. E foi essa relação entre história e jornalismo que Rodrigo Bragio Bonaldo pôs-se a desvendar junto com os 35 participantes da oficina “E o ontem vira reportagem... A narrativa jornalística da história e suas representações do passado”.

Bonaldo comparou a história da humanidade a um oceano: a longa duração se movimentaria como nas profundidades oceânicas e a média duração seriam as correntes marítimas. Já a espuma das ondas se assemelharia à curta duração: “É o tempo mais desprezível da história, os fatos em si não explicam nada”, ponderou o historiador formado na UFRGS que se disse fascinado pelo Jornalismo que atualmente cursa na Famecos.

Através do Power Point, Bonaldo projeta imagens de um seriado um ano mais novo que o SET: “Vocês devem estar se perguntando o que Os Simpsons tem a ver com história?”. O episódio em particular traz a descoberta da personagem Lisa, de que o aclamado fundador da cidade de Springfield em que ocorrem as tramas, Jebediah Springfield, era na verdade um sanguinário pirata, por fim não revelada porque o mito é importante para a população. “Lisa briga com a memória dos povos, a memória americana, a memória constituída de Jebediah Springfield”, contextualiza.

Após breve menção aos considerados pioneiros da historiografia, Tucídides e Heródoto, o palestrante chega a Lorenzo Valla, do século 15. O italiano encontrou indícios de farsa – um tipo de latim diferente, o surgimento posterior do papel – num documento chamado “Doação de Constantino” e provou a farsa que legitimava o domínio do Papa sobre o Império Romano.

Depois, questionou a fixação de datas, como no caso de Edward Gibbon, autor do marco de 1778 “A história do declínio e queda do império romano”, que estabeleceu e tornou convencionalmente aceito 476 d.C. como o fim da Roma Antiga. Segundo Rodrigo porque chegou à conclusão de que “os valores cívicos que eram a base da civilização romana entraram em colapso”. Ainda no século 17, Voltaire e os enciclopedistas difundiram a prática de fatiar a história em períodos.

“No século XIX o historiador é o cara mais chapa-branca nessa época”, afirma Bonaldo, mencionando os historiadores contratados para narrar as histórias das nações. As narrativas centram em grandes personagens e ocorre uma “busca pelas origens”, mesmo que isso signifique atribuir à tribo bárbara dos francos a origem de um território que era, nas palavras de Rodrigo, “todo picotado”, ou seja, a França.

É justamente algo parecido, com tom biográfico e quase obsessão pelo marco zero, que é retomado pelos jornalistas hoje. Isso porque, com um abandono da descrição, emprego de vocabulário demasiado analítico e da matemática permitida pelos computadores, a historiografia contemporânea afastou-se daquela do século XIX. Os historiadores passaram a interessar-se mais pelo presente (a história imediata) e alguns jornalistas focaram no pretérito.

Eduardo Bueno, Elio Gaspari e Laurentino Gomes, por exemplo. “Quando o jornalista escreve sobre história ele deixa de tratar apenas da realidade e passa a iluminar o passado com uma visão contemporânea, nem sempre a mesma de um historiador”, crê Mônica Oliveira, estudante de Jornalismo da UFRGS que assistiu a Rodrigo comentar sobre a “leitura ‘presentista’” e diz ter adorado a oficina.

É como no exercício de imaginação de Gomes do best-seller “1808”, proposto na oficina. Lula, toda elite política, judiciária e empresarial fugiu pra Austrália, escoltada por aviões da Air Force. Tropas argentinas já avançam Brasil afora rumo ao centro do poder, saqueando à vontade e assumindo o controle nos estados que passam. Basta trocar os nomes e estamos de volta a uma das efemérides do princípio.

CRISTIANO NAVARRO

26/9/2008 - 15h33min

Perestroika: Foi lá e fez!

“A melhor palestra da história do SET.” Assim Tiago Mattos definiu a apresentação que ele e seus colegas Felipe Anghinoni, Rafael Bohrer e Márcio Callage da Perestroika fizeram na manhã de quarta-feira. O quarteto contemplou os participantes com Vai Lá e Faz – Idéia só vira conteúdo quando sai da gaveta. A apresentação foi coordenada pelos diretores do curso e contou com a participação especial da atriz Cris Nicolotti e do repórter pernambucano Givanildo Silveira, figurinhas carimbadas da internet.

A abertura ocorreu em tom de deboche. Ironizando as palestras convencionais, subiu ao palco um ator que se dizia sócio-diretor de uma empresa. Explicando teorias maçantes, ele deu início à apresentação de maneira chata e cansativa. Indiferentes, as pessoas acompanhavam aquilo sem saber o que estava acontecendo. O show da Perestroika começou realmente com a entrada de uma banda, composta por um guitarrista, um baixista, um tecladista e um baterista. Em clima de euforia, eles reverteram a situação propositalmente criada. Cris Nicolotti, atriz e publicitária, criadora da doutrina “culosófica”, acompanhou a banda e, junto com três mulheres que faziam backing vocal, animaram o espetáculo.

A palestra teve seqüência com Felipe Anghinoni, diretor-executivo da Perestroika. Ele falou sobre a importância do tema da palestra: “Se você parar para pensar, talvez não faça. Então, vai lá e faz”. Em seguida, Tiago Mattos promoveu um talk show com a atriz Cris Nicolotti, após ela ter cantado seu sucesso difundido pelo Youtube. Depois disso, Márcio Callage, gerente de marketing do grupo Azaléia e diretor da Perestroika, apresentou parte da sua história de vida, mostrou alguns de seus trabalhos publicitários e aconselhou as pessoas a viajarem bastante: “Cada um tem a sua história e faz o seu futuro”.

Outro grande momento foi a conexão POA-Berlim por vídeo que possibilitou o contato com Marco Loco Bezerra, ex-aluno da Famecos que trabalha na Europa para Adidas e Playstation. Ele contou também sobre a importância de saber assumir os erros quando ocorre um fracasso coletivo. Depois disso, a seriedade cedeu espaço à diversão, associando a famosa “Dança do Quadrado” aos cinco conselhos de Tiago Mattos: pensar grande, arriscar, buscar a imortalidade através dos próprios feitos, auto-confiança e individualidade nas escolhas futuras.

Quando Givanildo Silveira, ex-policial e jornalista pernambucano de Caruaru, subiu ao palco para ser entrevistado, houve frisson na platéia. Conhecido por ter reportado as condições do bêbado Jeremias, que foi filmado ao ser preso, esse vídeo ganhou repercussão através do Youtube. E, comprovando o sentido da palestra, Givanildo afirmou que, desde jovem, sempre procurou infiltrar-se no meio da comunicação, o rádio: “Comecei atendendo telefone, depois fui aproveitando as oportunidades, ou seja, fui lá e fiz!”.

Maurício Tomedi e Joana Weit

26/9/2008 - 12h43min

Migração do conteúdo televisivo para a Internet

O professor da Famecos André Pase ministrou uma oficina bastante original. ''TV pra quê? Eu quero é Web!'' discute a formação da cultura digital e mostra as diferenças entre os conteúdos de TV e Internet. O palestrante apontou como tendência a migração do conteúdo televisivo para a Web. As grandes emissoras norte-americanas já disponibilizam gratuitamente sua programação na Internet. "O conteúdo da TV sempre pode ir para a Web, mas nem sempre o conteúdo da Web pode ir para a TV", afirmou o professor. Foram também apresentadas soluções para a transmissão de TV em alta definição na internet. Para encerrar foi feita uma experiência prática. Os oficineiros foram convidados a gravar um boletim que foi transmitido em alta definição e tempo real pelo site oficial.

Cristine Kist

24/9/2008 - 18h53min

Talk Show com Carlos Kober encerra o 21º SET Universitário

Uma hora antes de comandar o talk show antes do encerramento e divulgação dos vencedores da mostra competitiva desta edição do SET Universitário, o jornalista e diretor de especiais da Rede Globo, Carlos Kober, conversou com estudantes da Famecos sobre a sua carreira. Também falou sobre o importante papel que eventos como o SET exercem para alunos e profissionais do mercado.

Kober se formou na Famecos, onde também foi professor e ajudou a criar o SET. Atualmente, além do seu trabalho na Globo, Kober coordena o curso de Comunicação da Unicarioca, no Rio de Janeiro.

Segundo ele, a ilusão de que o mercado da comunicação está saturado desmotiva aqueles que não conseguem enxergar as oportunidades. "É possível, sim, conseguir espaço. Mesmo com a concorrência brutal que nós, comunicadores, enfrentamos diariamente, o mercado é ótimo para os competentes", afirma. Kober assegura que a Famecos é um excelente pólo formador de profissionais de qualidade e competência e que, diversas vezes, os empregadores encontram em eventos como o SET a oportunidade para contratar. "Já vi muita gente sair empregada depois de uma entrevista coletiva, ou depois de uma exposição de campanha publicitária, por exemplo". Momentos como esses, garante Kober, são essenciais para que haja essa aproximação.

Foto: Vinícius Carvalho

24/9/2008 - 18h38min

Melodia digital em debate

Os amantes do mundo da música tiveram a oportunidade de trocar idéias com dois especialistas sobre o assunto e conhecer um pouco das dificuldades deste meio. Moysés Lopes, produtor musical, ministrou a oficina Música e Cyberculturanovos caminhos da indústria do disco em parceria com seu amigo e também produtor, Ticiano Paludo. Segundo eles, a música é uma arte, e arte é um negócio.

A oficina ocorreu em clima de debate: os alunos levantaram questões, como o preço elevado do CD atualmente. Moysés e Ticiano fizeram alguns cálculos sobre os investimentos que os artistas fazem para lançar um novo álbum e explicaram a relação do produtor musical ao lado do artista: “Até a Madonna tem produtor musical!”

Ticiano, que é professor da Famecos – e trabalha com música eletrônica –, também relembrou os áureos tempos de sucesso do rock’ n’ roll: “Na década de 90, tocar have metal dava dinheiro. Até me pediam autógrafos na rua”.

Hoje, os produtores trabalham em parceria no disco mais recente do Camerata Brasileira. 

Joana Weit 

24/9/2008 - 18h32min

Mídias alternativas e revitalização do Jornalismo em pauta no SET

O nome escolhido para a oficina já pressupunha uma ausência de democracia nos meios de comunicação atualmente. O professor da Famecos, Celso Schröder, foi responsável pela primeira parte do workshop Democratização das Mídias e os meios alternativos, na qual foi discutida a história da imprensa no Brasil e a situação da mídia atualmente.

Schröder falou sobre o desaparecimento dos jornais alternativos e a estagnação dos meios tradicionais. Segundo ele, os jornais alternativos estão sendo substituídos atualmente pelos jornais de bairro; somente no interior ainda é possível a criação de algo novo porque os jornais são mal feitos e não são totalmente realizados por jornalistas. Ele disse que a grande imprensa está ''esclerosada e engessada'', e acredita ser difícil ousar ou pregar algo novo.

Schröder afirmou também que ''a necessidade da sociedade é de informação e não de opinião'', e ressaltou que as duas não podem ser confundidas sob pena de os meios perderem leitores e credibilidade. ''O Jornalismo deveria ser a representação da esfera pública. Assim como uma emissora de TV pública não pode ser a voz do governo, um jornal privado não pode ser a voz do dono'', disse. Isso não impediria que cada partido tivesse seu próprio jornal, mas este jornal não poderia ter a pretensão de ser um representante da sociedade em geral. O professor fez questão de destacar que o Jornalismo não está acabando e se faz necessário como nunca, mas reafirmou a necessidade de uma revitalização.

Na segunda parte do workshop, os oficineiros foram convidados a participar de uma atividade prática. Eles formaram grupos e receberam um texto e uma sugestão de mídia. A idéia era que cada grupo adequasse seu texto de acordo com a mídia sugerida, que poderia ser tradicional ou alternativa. Lisarb d'Oco, estudante de Relações Públicas e uma das ministrantes da segunda parte da oficina, disse que esse exercício foi importante para que os grupos tivessem oportunidade de pensar de acordo com a linha editorial de cada jornal.

Cristine Kist

24/9/2008 - 18h30min

Oficina aborda logomarcas em movimento

Através da oficina Animação de Logomarcas, ministrada pelo professor da Famecos Roberto Tietzmann, os participantes puderam conhecer um pouco mais sobre design gráfico em movimento. E alunos de outras faculdades, que não possuem essa disciplina regularmente, conheceram as pesquisas desenvolvidas nessa área pelo corpo docente da Famecos.

Auxiliado por um telão, no qual eram projetados comerciais conhecidos, Tietzmann mostrou estratégias de aplicação, criação e animação de logomarcas conhecidas como a do Bombril, da Volkswagen, da Caixa e da Bavária. César Augusto Cardoso, 19 anos, aluno do segundo semestre de Publicidade e Propaganda da PUCRS, afirma que "essa atividade vai colaborar na minha formação acadêmica".

Maurício Tomedi

24/9/2008 - 18h22min

Última oficina de cinema atrai os estudantes de Jornalismo 

Tenho um bom projeto, e agora? – quais os passos e as estratégias para transformar uma boa idéia em um produto cinematográfico encerrou o ciclo de oficinas da área de cinema do SET. Os ministrantes foram Assunção Hernandes, Cícero Aragon e Horácio Grinberg, que vieram para bater um papo com alunos sobre a execução de um projeto de cinema.

Surpreendentemente, o público era formado quase que praticamente por estudantes de Jornalismo, enquanto os mais esperados eram os do curso de Produção Audiovisual. Depois da apresentação dos oficineiros e dos alunos, o foco foi o debate sobre os empecilhos e as fases da realização de um projeto audiovisual. Destaque para o argentino Horácio Grinberg (produtor e produtor executivo): primeiro oficineiro estrangeiro a marcar presença no SET.

Marcelo sarkis

24/9/2008 - 18h15min

A maré está para RRPP

“A internet é mais que uma simples ferramenta, é um canal de informação”. Com essas palavras, começou a oficina Internet: um mar de dados a espera de estratégia, na tarde desta quarta-feira, 24 de setembro. Quem comandou a conversa foi a RP e professora da Famecos, Silvana Sandini. Com a maioria das presenças de estudantes de RRPP, o objetivo da apresentação foi situá-los da importância da internet nas organizações e como estas se portam diante do consumidor. Para isso, Silvana apresentou alguns portais de empresas conhecidas que interagem com os clientes de forma criativa e conquistam espaço no mercado através da internet.

“Na internet, o conteúdo está muito desconexo. É literalmente um mar de informações”, afirma. Silvana apresentou algumas citações de Roberto Porto Simões (um dos teóricos mais importantes em atividade na área de Relações Públicas e professor da Famecos), além de expor que todas as áreas de comunicação devem aprimorar-se no mundo digital, cada qual com seu enfoque. E concluiu: “O profissional de RRPP tem muito trabalho para fazer na internet”.

Joana Weit

Foto: Vinícius Carvalho

24/9/2008 - 17h54min

Zerohora.com traz infografia mundial para o SET 

As salas de aulas do Centro de Informática da Famecos (CICOM) receberam várias oficinas que trouxeram temas ligados às artes gráficas e ao design. Uma delas foi Tendências mundiais em infografia online, ministrada pelo editor de arte de Zerohora.com, Marcos Borges, e Pedro Dias Lopes, editor-chefe do site.

Em um primeiro momento, os oficineiros deram um viés mais teórico, mostrando aos alunos uma apresentação em Power Point e dando vários exemplos de infográficos postados no site www.zerohora.com. Passada essa etapa, Marcos Borges deu uma aula prática de infografia, ensinando como utilizar animações em flash para criar um infográfico. Cada estudante recebeu atenção especial, com dicas sobre como melhorar o seu desempenho pessoal na produção de animações com essa tecnologia.

Marcelo Sarkis

Foto: Bruno Todeschini

24/9/2008 - 17h23min

É hoje a festa de encerramento do SET

A partir das 22h desta noite, o Bar Opinião abre suas portas para receber a festa de encerramento do 21º SET Universitário. Para agitar a galera, Os Efervescentes, Motel Flamingo, Os Horácios e Dama e os Valetes Doidos – bandas da Famecos previamente selecionadas – farão os shows da noite. A banda Soul Addiction também se apresentará na festa.

A entrada é gratuita para quem adquirir os ingressos com os integrantes da organização. Para quem não conseguir ingresso antecipado, eles estarão à venda na bilheteria do bar pelo preço simbólico de R$ 5,00.

Mircele Dornelles

24/9/2008 - 17h03min

Oficina sobre design de ambientes mostra outra forma de comunicação

Environmental design. O que, para os estudantes que não leram com suficiente atenção, seria uma oficina sobre design ecologicamente correto, na verdade era uma aula sobre a intervenção em espaços urbanos com objetos de design. Gabriel Gallina, arquiteto pós graduado em Design, conceituou, tratou da história e mostrou exemplos do design de ambientes em pouco mais de uma hora e meia de oficina.

Gallina sustentou sua fala na tese de que é possível mudar o astral de uma cidade com intervenções que fujam do aço e do concreto e que não caiam no mar de puclicidade que originou o projeto Cidade Limpa, em São Paulo. Mostrou exemplos das intervenções feitas nas edições da Bienal do Mercosul, em Porto Alegre, e diversos outros em cidades pela América do Norte e pela Europa, áreas que se utilizam mais constantemente do environmental design.

Uma passagem especialmente engraçada foi segmento voltado aos pictogramas e sua função informática. Ao mostrar para os estudantes o que poderia ser chamado de “piores placas do mundo” – como uma que informava sobre o que fazer ao encontrar-se um leão da montanha (entregue qualquer criança pequena que esteja por perto, saia correndo enquanto o leão a está comendo) –, o arquiteto arrancou risadas de todos.

A oficina foi uma das mais diferentes do evento, por tratar de uma forma de comunicação totalmente diferenciada da que é vista normalmente na faculdade. Para os curiosos, o site http://segd.com traz as últimas notícias e explica os fundamentos do environmental design.

Fernanda Grabauska

Foto: Bruno Todeschini

24/9/2008 - 14h27min

José Alberto Andrade fala sobre grandes coberturas jornalísticas

A experiência que José Alberto Andrade adquiriu na cobertura de quatro Jogos Olímpicos e de duas Copas do Mundo foi passada aos estudantes que assistiram a palestra do jornalista da Rádio Gaúcha.

Durante a exibição da uma seleção de imagens dos bastidores de inúmeros eventos, o radialista destacou a importância do planejamento para o sucesso de qualquer cobertura. "As Olimpíadas de Pequim, por exemplo, começaram para nós no dia 22 de outubro do ano passado. Essa foi a data da nossa primeira reunião".

Ele fez, no entanto, questão de enfatizar que o planejamento da empresa não deve interferir na preparação pessoal do jornalista. Zé Alberto trouxe sua credencial dos Jogos para mostrar aos estudantes: "A peça mais importante nas grandes coberturas é a credencial. Talvez você consiga entrar nos lugares sem roupas, mas sem credencial nem pensar", exemplificou.
Para o radialista, a imprevisibilidade intrínseca à cobertura dos grandes eventos é o aspecto mais desafiador da profissão. O planejamento é, de fato, feito com bastante antecedência, mas o deslocamento dentro dos países-sede varia de acordo com os resultados. Ele ressaltou também o intenso desgaste físico e psicológico dos repórteres envolvidos, pois "o volume de informação que nos é fornecido nos grandes eventos é enorme".

Outro ponto interessante das coberturas, segundo o palestrante, é o enfoque dado às particularidades de cada lugar. "Não nos prendemos somente ao evento, mostramos também o ambiente, o local em que nós estamos", afirma.

Zé Alberto falou também sobre o preconceito existente em relação ao Jornalismo Esportivo: "Jornalismo é jornalismo, independente de ser um desfile de moda ou um buraco na rua”. Segundo Zé Alberto Andrade, o jornalismo deve estar acima dos todos os gostos, independente de ser aluno, professor ou profissional.

Cristine Kist

Foto: Pedro Revillion

24/9/2008 - 14h14min

Uma noite para não esquecer

Luli Radfahrer, PhD em design e professor da USP, encantou cerca de 300 alunos no teatro do prédio 40 da PUCRS.  Minutos antes da apresentação, Luli atualizava seu twitter (espécie de mini-blog) com frases do tipo “comendo um xis frango sem queijo. O gauchês é praticamente um dialeto”.


Por volta das 19h50, quem chegava ao prédio 40 pela porta do segundo andar se espantava com a quantidade de gente que lotava o ambiente. A fila para ver Luli dava voltas no saguão de entrada do teatro e se estendia praticamente até a porta do prédio. Os primeiros a chegar estavam na entrada por volta das 19h15. “Chegamos e em dez minutos a fila já estava enorme”, relata Sofia Cunha, estudante de Publicidade e Propaganda da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Finalmente, às 19h59, as portas foram abertas para as centenas de alunos e espectadores entrassem à procura do melhor assento para assistir à apresentação.  

Sem o menor aviso, enquanto todos ainda se acomodavam, Luli começou a falar no microfone sobre problemas técnicos que estavam enfrentando com os computadores. Logo em seguida, o professor Fábian Chelkanoff abriu o evento apresentando o convidado; enquanto pedia para que todos desligassem os seus celulares, Luli interveio, causando o primeiro de muitos risos na platéia: “se a mãe de vocês ligar para saber se vocês se alimentaram bem, a gente espera”. 

“Tudo bem até aqui?”, perguntou Luli ao término da primeira hora de palestra. “Então vamos começar a pegar pesado”. A partir daí, a conversa convergiu para o lado do design, “a simplicidade é o que funciona, nós amamos as coisas que usamos há tempos porque são simples”. E a simplicidade, como carro-chefe do design, levou a conversa muito adiante com ótimos exemplos, como Google, iPod e Nokia. A espontaneidade de Luli parecia não ter limites. De repente, no meio da apresentação, percebeu que esgotaria o tempo estipulado e começou a passar muito rápido os slides sem mostrar nada para a platéia: “Isso não é importante, nem sei por que está aqui. Outra hora qualquer eu mando pra vocês”. 

Passadas duas horas de palestra, com o público inteiramente atento e atônito com a apresentação divertida, performática e cheia de conteúdo, veio o encerramento, com frases cheias de estilo, como não poderia deixar de ser: “As tecnologias, meus queridos, mudam. Tudo muda, menos nós; pensem grande e divirtam-se porque a propaganda nunca foi tão legal quanto é hoje”. 

Logo após, foi aberto espaço para perguntas dos espectadores, que utilizavam um microfone para se comunicar com Luli. Feitas quatro perguntas, o professor Fábian pediu que a palestra se encerrasse devido ao limite de tempo. A resposta, que não fugiu ao estilo do palestrante, foi instantânea : “Olha gente, eu não jantei direito e tenho que comer, mas eu adoro esse tipo de bate-papo e por mim podemos continuar a conversa ali fora; se a Universidade apagar as luzes, nós vamos para a rua”. E Luli estava falando sério, continuou respondendo a perguntas dos alunos que vieram caminhando com ele até o prédio da Famecos.  

Assim se encerrou uma palestra que vai ser difícil de esquecer para quem estava presente. Com estilo que lembra bastante o de Steve Jobs (presidente da Apple) e expressão corporal única, Luli Radfahrer deu um show de conteúdo e humor para uma platéia que viu muito mais do que esperava. 

Marcelo Sarkis

Foto: Daniela Lago

24/9/2008 - 11h33min

Dos operários à diretoria: a comunicação integrada na Fiat

A Fiat se projeta muito mais que uma empresa de automóveis, mas sim como um conglomerado que atua em diversos segmentos como construção, agricultura e tecnologias industriais. "O Brasil é o segundo maior em investimentos da Fiat, depois da Itália", revela Marco Antônio Lage, jornalista e mestre em marketing estratégico, que comanda a comunicação do Grupo Fiat.

No país, o grupo possui 16 empresas, o mesmo número também de fábricas, além de ter um faturamento líquido anual de quase 26 bilhões de reais. A participação de mercado (market share) do grupo por aqui é de 26%, porém o mais impressionante é descobrir, com a explanação de Lage, que um em cada quatro automóveis no Brasil é da Fiat (assim como um quarto dos tratores, metade das colheitadeiras e uma em cada 2,5 máquinas de construção).

Para tanto sucesso, Lage tem uma explicação: "Utilizamos a chamada Comunicação IN, uma comunicação que deve atuar em todas as áreas da empresa, ou seja, de dentro para fora, de fora para dentro, e também de dentro para dentro". O diretor apresenta três bases para esse sistema 'IN' adotado pela Fiat: A comunicação integrada, a integral e a indutora. O objetivo dessas práticas é fazer com que não só os comunicadores trabalhem na divulgação da imagem da empresa, mas sim todos os funcionários, de todos os setores da organização. Desta forma, o consumidor tem uma visão melhor da marca Fiat, absorvendo suas idéias e agregando-as a sua vida. Quando se refere ao Brasil, o comunicador arrisca dizer que "há um pouco do Grupo Fiat na vida de cada brasileiro", pela forte presença da companhia no território brasileiro.

Para Marco Antônio, "é preciso antecipar tendências e trazer temas que serão discutidos pela sociedade no futuro". Na palestra, o diretor da Fiat citou como exemplo a questão da mobilidade urbana, tema muito discutido pela mídia. A Fiat se prepara para ser autoridade no assunto, o que agrega valor e conteúdo à imagem da companhia. Segundo Lage, a Fiat tem planos de investir, em 2010, seis bilhões de reais no mercado brasileiro.

Sustentabilidade

Para a Fiat, sustentabilidade significa "contribuir para o desenvolvimento econômico e social através da criação de valor a curto e longo prazos para os acionistas, clientes, empregados, fornecedores, a comunidade e o governo". Marco Antonio Lage afirma que a comunicação de sua empresa tem compromissos sustentáveis tanto para o público interno como o externo.

De acordo com Lage, 99% dos carros vendidos pela Fiat no Brasil utilizam o modelo Flex, um combustível mais limpo e menos prejudicial ao meio ambiente. "Lutamos diariamente para encontrar novas tecnologias e inovar no sentido de adotar soluções sustentáveis, a favor das causas ambientais", garante.

Maurício Círio

Foto: Camila Domingues

24/9/2008 - 10h50min

Editor-chefe do SBT concede coletiva

Num bate-papo descontraído, André Ramos, editor-chefe e coordenador da cobertura da Olimpíada da China do Jornal do SBT, respondeu as perguntas dos estudantes de Comunicação da Famecos.

Confira a entrevista coletiva nos vídeos:

Giovanni Caprio e Guilherme Brendler

 

23/9/2008 - 22h04min

As experiências da pós-produção e finalização em cinema no Brasil

Natural do Pará, Eliane Ferreira contou um pouco da sua experiência acumulada na finalização de 36 longas-metragens na palestra Pós-produção e finalização em cinema, mediada pelo cineasta e professor da Famecos, João Guilherme Barone.

Ex-repórter que largou o Jornalismo e se graduou em Publicidade em Salvador, Eliane começou a carreira através de uma opção de risco: preteriu o emprego na agência de propaganda pelo de "assistente de tudo" no filme Tieta, rodado na Bahia, local onde vivia na época. Na seqüência, percorreu "uma boa quilometragem", conforme definiu o mediador Barone.

"Eu tenho uma compaixão com o diretor", afirma Eliane a respeito da categoria. "Todo mundo fala do diretor, para o bem e para o mal". A produtora trabalhou também com cineastas como Jorge Furtado, Ruy Guerra, Carlos Gerbase e Beto Brant, Mônica Schmidt (em Extremo Sul) e a estreante Flávia Moraes (em Acquária). A ficção científica com Sandy e Junior foi uma das que mais exigiu finalização, com uso do fundo azul e técnicas em 3D para construir a atmosfera desértica, contou Eliane, ressaltando que nenhum filme escapa ao uso de alguma ferramenta similar.

Dos dez últimos filmes da paraense, apenas dois foram via processo ótico. Segundo ela, "o processo ótico está morrendo aqui no Brasil. É muito difícil terminar sem uma sujeira, e ninguém mais aceita sujeira no comercial, por exemplo". O barateamento do digital, os riscos e manchas típicos do ótico e o preço elevado da masterização (a eliminação das "sujeiras") são fatores que contribuem para a sua derrocada.

A palestrante citou três dicas para os diretores: dar uma pausa de, mais ou menos, dez dias após terminar o filme para assisti-lo com um novo olhar, vê-lo previamente na tela grande e ter especial cuidado com a trilha sonora.

Da maneira que for, a pós-produção – envolvendo montagem, efeitos especiais e de som – deve começar no planejamento do filme. "Já apaguei muito incêndio", diz Eliane, afirmando que agora evita o papel de salva-vidas em prol da prática de acompanhar a obra audiovisual desde o início.

Cristiano Navarro

Foto: Vinícius Carvalho

23/9/2008 - 20h56min

A pauta nos "jornais do povo"

Uma das oficinas mais aguardadas do SET de 2008 aconteceu na tarde desta terça-feira. Pauta no jornal popular foi ministrada pelos jornalistas André Feltes, Claiton Magalhães e Rozanne Adamy, todos do jornal Diário Gaúcho. Sob o olhar atento de 35 estudantes, os três falaram sobre o processo de elaboração do jornal popular diário e deixaram clara a importância dos leitores para o sucesso desse tipo de mídia.

Claiton, editor adjunto do DG, deu início ao workshop com uma apresentação de slides que continha inúmeras capas de jornal. Ele ressaltou que o jornal alcançou um nicho de mercado até então inexplorado na Capital. A idéia inicial era dar voz e forma às pessoas que não figuram com freqüência nas páginas dos jornais tradicionais: "Nosso leitor é uma pessoa que não tinha um jornal só seu". Para descrever o jornal popular, Claiton citou um editor baiano: "Jornal popular é um jornal do povo, com histórias contadas pelo povo para o povo ler". São muitas as seções dedicadas aos leitores. A interação com o público é o objetivo principal desses jornais. Só no Diário Gaúcho existem pelo menos três seções que visam o contato direto com o leitor. 

As pautas giram em torno principalmente de polícia, esportes e serviços em geral, e não raro são sugeridas pelo público. Rozanne Adamy, editora de projetos especiais, destacou que a seção "Opinião" tem bastante importância na elaboração do jornal: "É a porta para o contato com o leitor e nossa principal fonte de informações". Além das matérias de interesse público, outro recurso utilizado para chamar atenção é o design gráfico. "Como o jornal não tem assinantes, só folha avulsa, a capa se torna o grande atrativo", explicou Claiton. André Feltes, editor de fotografia, exibiu uma galeria de imagens e deu detalhes sobre a profissão e sua ligação com o jornal popular: "No DG, por exemplo, há uma grande sintonia entre foto e direção de arte".   

Após a oficina, o sentimento de satisfação era o mesmo tanto para os palestrantes quanto para os oficineiros. O estudante de jornalismo da PUC, Voltaire Santos, disse que "a palestra foi de grande enriquecimento por ter esclarecido a importância do jornalismo popular na comunicação". Já o ministrante Claiton destacou a singularidade do evento: "Crescem os profissionais e os alunos, que têm a chance de aprender com os jornalistas já formados". 

Cristine Kist

Foto: Lívia Stumpf

23/9/2008 - 20h40min

Na ponta do lápis – Cartoon e Caricatura no SET 

Espontaneidade, criatividade e humor. São essas as palavras que Alexandre Oliveira, ministrante da oficina Técnicas de Cartoon e Caricatura – realizada na tarde desta terça-feira, dia 23 de setembro – definiu como essenciais à sua profissão. Alexandre, 37 anos, nascido em Passo Fundo, trabalha como ilustrador para o Diário Gaúcho há oito. Publicou uma coletânea de sua obra intitulada Tinga – As Melhores Tiras.  

Os espectadores da oficina foram, basicamente, alunos de Comunicação Social que vieram em busca da atividade para reavivar e aperfeiçoar suas técnicas no desenho. A pré-vestibulanda Sabrina, 18 anos, escolheu esta aula, pois pretende se especializar na área de caricatura. Já Virgínia, 18 anos, estudante de Publicidade da UFSM, procurou a oficina para recuperar sua habilidade no desenho. Durante a tarde, elas e os outros alunos produziram cartoons focados na temática das eleições e do futebol. Alexandre aconselhou-os a lerem muito e praticarem o desenho para adquirir a firmeza no traço.  

Na tarde de quarta-feira, os participantes aprenderão a aperfeiçoar suas ilustrações com a ajuda do computador.  

“Tem que estar sempre ligado” 

O palestrante, que adora fazer cartoons sobre política, concluiu recentemente um livro de charges, que se chamará O Tinga em Cores, porém está com dificuldades de encontrar uma editora para publicá-lo. “O grande problema é a falta de apoio à cultura”, comenta. Paralelamente ao trabalho de ilustrador, Alexandre também atua como cantor e está divulgando seu primeiro CD, “Alexandre Oliveira – CabeçadeLata”, uma homenagem ao seu pseudônimo.

Veja no blog do SET o cartoon que Alexandre fez exclusivamente para a equipe do evento. 

Joana Weit e Maurício Tomedi

23/9/2008 - 20h01min

UNIPAMPA visita o SET pela primeira vez

A Universidade Federal do Pampa foi criada em 2005 após grande mobilização popular em favor da federalização da Universidade da Região da Campanha (URCAMP). Nos primeiros dois anos de funcionamento, no entanto, foram muitas as crises e ameaças de fechamento. Faltavam sedes próprias e os laboratórios eram considerados deficientes. A Universidade tenta agora recuperar a credibilidade, e as manifestações e reivindicações de pais e estudantes parecem ter surtido efeito.

O campus de São Borja, que abriga os cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, foi o primeiro a ter prédio próprio. Até maio de 2007, as aulas aconteciam nas salas de um colégio da cidade. Professores também foram contratados e os alunos já se mostram mais satisfeitos. Um dos reflexos da melhora na qualidade é a visita dos cursos de comunicação ao SET Universitário deste ano.

Dentre os 25 alunos da UNIPAMPA presentes no SET está Madilei Rotta, 21 anos, estudante de publicidade. Na tarde desta terça-feira, 23 de setembro, ela participou da palestra Pós-produção e finalização em cinema e à noite assistirá a Comunicação Corporativa. Madilei achou o evento bastante interessante por "abordar as várias áreas da comunicação". A professora de publicidade Denise Silva considera a experiência bastante positiva, e destaca que "a idéia da comunicação é essa, sempre que possível ir a eventos que proporcionam uma abertura do pensamento". A julgar pelos visitantes da metade sul o SET já foi aprovado.

Cristine Kist

23/9/2008 - 19h44min

Sem eles seria impossível

Os patrocinadores são peças-chave para a realização de qualquer evento e com o SET não é diferente. Fiat, Grupo RBS e HSBC estão sendo fundamentais para o sucesso do evento nesta 21a edição.

Está exposto no saguão da Famecos um exemplar do novo Strada Adventure Locker, da Fiat. Thiago Lara Somavilla, assistente de Relações Públicas da empresa, diz que "a Fiat sempre busca trabalhar com iniciativas inovadoras como é o caso do SET". Acrescenta, ainda, que a comunicação é uma das melhores maneiras de se aproximar do público jovem.

A parceria entre a organização do SET e o Grupo RBS está completando 13 anos nesta edição. Lucia Bastos, diretora de Marketing Corporativo da RBS, acredita que esta união aproxima a empresa dos estudantes que farão parte do mercado futuramente. "Patrocinando o SET compreendemos melhor as expectativas dos alunos que traçam o novo perfil da linguagem na comunicação".

Rafael de Oliveira Azevedo, gerente do HSBC, destaca a nova parceria entre o banco e a universidade, pois "o objetivo do HSBC é estar presente num contexto não somente financeiro, mas também acadêmico. Ou seja, ser um parceiro de fato da PUCRS".

Esse ano, o SET Universitário conta também com o apoio de Fundacine, HP Brasil, Revista Norte, gráfica Nova Prova, Opinião e SBT.

Cristine Kist

23/9/2008 - 19h20min

Oficina debate a relação entre os Direitos Humanos e o Jornalismo 

A tarde começou agitada no SET Universitário. Um dos destaques foi a oficina Direitos Humanos, Antropologia e Comunicação Social, realizada no prédio da Famecos. O grande foco dado pelos ministrantes Janaina Campos Lobo, João Rosito e Mayra Lafoz Bertussi foi a forte relação que a profissão dos comunicólogos sustenta com os dois campos que deram nome à oficina.

As atividades começaram com a exibição de um vídeo da ANDHEP (Associação Nacional dos Direitos Humanos) e depois cada um dos ministrantes falou um pouco sobre sua formação profissional: Janaina e Mayra são formadas em Ciências Sociais e Rosito em Jornalismo – e os três fazem Pós-Graduação na área de Antropologia. Depois disso, seguiu-se uma leitura em jogral da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Durante o restante da oficina, a tônica se deu em função de como o jornalista pode influenciar na formação cultural do cidadão no que diz respeito à conscientização jurídica dos direitos de cada um. Outro assunto que foi bastante debatido foi o código de ética do jornalista. Eles provocaram os participantes com a questão “o que você pensa quando ouve, fala ou silencia a expressão direitos humanos?”.

“Acho que é um público bastante interessado em conectar o jornalismo com os direitos humanos, isso dá esperança para nós que tentamos lutar por um jornalismo mais humano no Brasil”, disse Rosito.  A aluna da Famecos Márcia Schuler ficou bastante empolgada com a oficina e declarou que esta atendeu plenamente às suas expectativas: “É super importante a concretização das idéias que tínhamos sobre a relação entre direitos humanos e comunicação social.” 

Marcelo Sarkis

Foto: Lívia Stumpf

23/9/2008 - 17h55min

Equipe vencedora do Desafio RBS SET é da Famecos

A equipe Soneca das 6 foi a grande campeã do Desafio RBS SET. A divulgação do resultado ocorreu na abertura do RBS Debates na noite desta segunda-feira, dia 22 de setembro.

O grupo formado por Diana Ferreira, Gabriela Rodrigues, Gisah Correa, Maurício Danckwardt, Roger Anunciato e Siane Leonhardt concorria com as equipes Quarteto Babel e Adaptação. As três finalistas foram apresentadas em vídeos produzidos pelo Centro de Produção Multimídia da Famecos e realizaram suas soluções de linguagem para a adaptação da campanha "Hora de dormir", sucesso dos anos 60.

O anúncio da equipe vencedora coube a diretora da Famecos, Mágda Cunha, e a diretora de Marketing do grupo RBS Lúcia Bastos. Diana, estudante de Relações Públicas, crê que o Desafio "foi uma idéia boa, que proporcionou uma experiência diferente para todos que participaram". Cada um dos integrantes da Soneca das 6 recebeu um troféu e um certificado.

Cristine Kist

23/9/2008 - 17h53min

Festa de encerramento do SET será no Bar Opinião 

A festa de encerramento do 21º SET Universitário acontece nesta quarta-feira, dia 24 de setembro, a partir das 22h, no Bar Opinião. A entrada é gratuita para quem adquirir os ingressos com os integrantes da organização do SET. "A idéia é juntar o pessoal de faculdade no Opinião para selar esse encontro muito bacana", disse Bruno Favero, da Opinião Produtora. 

Caso alguém não consiga ingresso antes da festa, eles estarão à disposição na bilheteria do bar pelo preço simbólico de R$ 5. O evento conta ainda com a participação de quatro bandas compostas por, pelo menos, um aluno da Famecos, que foram selecionadas previamente. São elas: Os Efervescentes, Motel Flamingo, Os Horácios e Dama e os Valetes Doidos.

Marcelo Sarkis

23/9/2008 - 15h23min

Acesso wi-fi liberado na Famecos

Foi liberada a internet via rede sem fio gratuita na Famecos durante o SET. Antes, estudantes, funcionários e professores precisavam cadastrar seus notebooks na secretaria para ter acesso wi-fi. O acesso livre da internet wireless proporciona aos participantes do SET acompanhar as atividades na PUCRS e ter o acesso ao site e ao blog do evento, atualizados constantemente.

A partir de quarta-feira (24/09), quando se encerra o SET Universitário, o acesso a rede sem fio de internet volta a operar somente para os usuários cadastrados.

Cristiano Navarro

Foto: Vinícius Carvalho

23/9/2008 - 14h40min

Agência Mazah: realmente inacreditável

Alexandre Godoy e PC Dias, da Agência Mazah Live Marketing, trouxeram ao SET a palestra Vocês não vão acreditar, com o intuito de surpreender o público ao revelar o fenômeno da comunicação relevante. Sócio-diretor e gerente de planejamento, respectivamente, eles compõem um grupo de 16 profissionais que está no mercado há quatro anos. A Mazah trabalha para clientes como Claro, Vonpar, Iguatemi, Banrisul, Renner e Femsa Cervejas.

De forma descontraída, os publicitários começaram a apresentação fazendo provocações às propagandas usuais. Para eles, o segredo do pensamento “no media” na comunicação é entender as pessoas e as marcas. Inspirados no livro A Vaca Roxa, de Seth Godin, eles explicaram a importância de ser diferente para ser relevante. A partir disso, os produtos têm condições de se tornarem, o que eles chamam de “Pão Quente”: algo que não precisa de propaganda para ser vendido. Em seguida, apresentaram exemplos de campanhas publicitárias inovadoras que alcançaram grande sucesso. Um dos exemplos citados foi a "Corrida de Carrinhos de Lomba – Red Bull Soap Box", ocorrida no último domingo, no Parque Germânia em Porto Alegre. A atração reuniu milhares de expectadores que auto-promoveram a marca Red Bull através de comentários, vídeos e fotos postados na internet. Especula-se que, somente no YouTube, as visualizações do evento possam ter ultrapassado o número de quarenta mil apenas na primeira semana. Essa repercussão comprovou o pensamento do pessoal da Mazah que acredita na desvinculação da publicidade contemporânea com as mídias tradicionais.

Especialista em ferramentas não-convencionais, a Mazah apresentou cases premiados como o projeto “I Love Tribeca”. Nesse, foi desenvolvido uma proposta irreverente com soluções inusitadas para vender apartamentos na Cidade Baixa. Desprezando anúncios de jornal caros e taxados, o projeto centrou-se na criação de um bar no próprio prédio, ainda em construção, que duraria apenas 15 dias. A idéia era atrair os freqüentadores do bairro, despertando o interesse das pessoas em visitar e comprar os imóveis. A ação repercutiu na imprensa e, em tempo recorde, 80% dos apartamentos foram vendidos.

O sucesso da Mazah também pode ser explicado através da importância que a agência dá aos contatos ao vivo com o público: “o relacionamento é a chave de tudo”, afirma PC. A busca pela sensibilização do consumidor e a vivência com a marca são fatores que diferenciam os conceitos da empresa perante suas concorrentes.

Maurício Tomedi e Joana Weit

23/9/2008 - 14h18min

Valpirio Monteiro apresenta marca como fator determinante da comunicação moderna

O diretor de criação da Gad’Branding & Design, Valpirio Monteiro, deu uma aula sobre o uso das marcas na palestra Comunicação de marcas em tempos de inovação, no Auditório do Prédio 09, na manhã desta terça-feira.

Assim como Ehr Ray, Monteiro considera os produtos do mercado atual como commodities: “Eles são todos iguais, o que vai fazer diferença é a marca e o valor agregado a ela”, afirma. Aliás, essa não foi a única semelhança com a palestra do diretor-presidente da Borghierh Lowe. Monteiro apresentou o mesmo vídeo da conversa entre os namorados como metáfora para a relação comercial entre a propaganda e o consumidor.  Na cena, o consumidor sente que mudou e quer tentar abrir os olhos da propaganda para que ela chegue a ele de formas diferentes, e não só com mídias tradicionais – anúncios impressos ou tickets, entre outros.

Em um mercado tão igual, onde a concorrência entre produtos deve lidar com o relacionamento de pessoas, e não mais com simples nomes e logotipos, a marca se mostra como fator fundamental quando se fala em “ganhar o consumidor”. Monteiro citou como exemplo a Coca-Cola, uma das marcas mais amadas pelo consumidor brasileiro. Ele diz que aos oito anos a criança começa a beber o refrigerante com a família e aos 15 em lanches rápidos. Porém, quando se chega nos 30, a pessoa já começa a ligar a marca Coca-Cola com o imperialismo norte-americano (uma forma de mostrar o amadurecimento, mesmo que ainda continue consumindo). Na adolescência e começo da vida adulta, os devotos da Coca-Cola passam a usar bastante o refrigerante para curar ressacas no dia seguinte, e quando mais velhos, já aos 40, voltam a compartilhar o líquido com a família, esposa e filhos. “É um ciclo. A marca passa a ser parte da vida da pessoa”, completou.

Como não podia faltar, Monteiro apresentou o trabalho de sua holding, que atua em diversas áreas publicitárias. As empresas que compõem o conglomerado Gad’ atuam na construção de identidade de marcas, desenho de produtos e serviços com valores agregados, construção de varejo e ambientes de relacionamento nesse setor, configuração de embalagens e produções em escala, meios digitais e de tecnologia, além de atuar como agência, visando, principalmente, a comunicação interna, a comunicação de trading e o merchandising. 

“Outdoor é um lixo” 

Em sua participação, Valpirio se posicionou contra o uso freqüente da comunicação externa, considerando uma forma de poluição visual: “Outdoor é lixo. As pessoas passam, olham e tratam com indiferença aquele anúncio tanto nas cidades como nas estradas”. Assim como os outdoors, os banners em sites também fazem parte da sua “listra negra”: “Esses banners animados são uma droga, as pessoas não agüentam mais”.

Em São Paulo, já faz alguns anos que vigora uma lei que proíbe o uso de outdoors na cidade. Valpirio – ao contrário da maioria dos publicitários, que vêem a lei como um corte nas verbas da empresa – se posiciona totalmente a favor, alegando que existem mídias alternativas que podem ser usadas, e que estas podem ser mais eficientes. 

Maurício Círio

23/9/2008 - 14h08min

Argentinos visitam o SET

Uma das propostas da organização do SET Universitário para a edição de 2008 foi cumprida: receber os estudantes argentinos da cidade de Córdoba. O grupo, que possui nove integrantes e é formado por alunos de Relações Públicas, fica em Porto Alegre até sexta-feira (26/09).

Nas primeiras edições do SET Universitário, dentre os presentes estavam estudantes da Argentina, do Chile e do Uruguai. Depois disso, a participação de estrangeiros acabou se dissipando. O estudante Diego Módica, 25 anos, estudante de RRPP, explica que "com a desvalorização da moeda argentina ficou complicado vir para o Brasil". O contato de um professor do Colegio Universitario IES, em Córdoba, com o professor da Famecos Roberto Porto Simões facilitou a vinda dos estudantes portenhos. "Nós já tínhamos lido livros dele na Universidade e também estudamos quatro níveis de português", diz Diego.

Em nome do grupo, Vanina Barboni e Virginia Sánchez, ambas de 20 anos, disseram estar muito impressionadas com o tamanho do campus da PUCRS e que, em Córdoba, não teriam nada desse porte. "Nós temos um campus que abriga todos os cursos da nossa universidade e ele não é maior que essa área", disse Vanina apontando para o prédio da Famecos e o da Faculdade de Letras.

Outro aspecto que também chamou bastante atenção dos argentinos é a receptividade e o tempo gasto com eles desde que chegaram no Brasil. Diego diz que fica "muito contente com essa cultura de carinho que os brasileiros têm com os estrangeiros. Seria bom se tivéssemos algo assim em Córdoba". E não é para menos que eles estejam achando boa a recepção: enquanto davam entrevista tomavam chimarrão com o pessoal da organização do SET. "Estamos bastante ansiosos também para a festa de encerramento", salientou Virginia. Um dos únicos, se não o único
problema apontado pelo grupo, é que tiveram um pouco de dificuldade na hora de entender as primeiras palestras, porém disseram já estarem "acostumando os ouvidos" ao português.

A idéia da organização do evento é ampliar a participação de alunos estrangeiros para os próximos anos,
não só com o envio de trabalhos mas com a participação efetiva nas palestras e oficinas do SET.

Marcelo Sarkis

23/9/2008 - 13h32min

RBS DEBATES: RP como profissão essencial no ambiente da Web 2.0

Focalizando o tema do debate – Linguagem: o desafio de quem quer se comunicar com o mundo, a relações públicas Gisele Lorenzetti falou sobre a nova febre do mercado: a web 2.0. Para isso, ela utilizou sites de relacionamentos e uma apresentação em slides, como forma de exemplificar as novas interfaces de relações e demonstrar para o público a interação necessária entre RRPP e a nova ferramenta. “A Web 2.0 promove a descentralização da produção de conteúdo”, expôs ao demonstrar que as pessoas passavam a ter mais poder de comunicação quando se utilizavam dessas interfaces. Gisele foi uma das atrações do RBS Debates, que aconteceu na noite de segunda-feira, 22 de setembro.

A RP explicou que é justamente nesse novo âmbito da web 2.0 que os profissionais de Relações Públicas se encaixam perfeitamente bem. Essa união acontece pelo fato de que os novos meios de mídia pressupõem relacionamento e, uma vez que, um número maior de empresas está entrando no mundo da internet de interação, a comunicação interna e a relação com o público vão passar a ser de extrema importância. Gisele dividiu a população que vive este período de transição em dois grandes grupos: imigrantes e nativos. Os nativos seriam aqueles que já nasceram neste novo ambiente e foram crescendo naturalmente com ele. Já os imigrantes seriam as gerações anteriores aos nativos, que estariam criando um pouco de resistência para aderir às novas práticas: “A gente tem uma certa resistência no início, mas depois nos adaptamos”, disse a palestrante. Ela defendeu também a tese de que, mesmo que consigamos nos adaptar, é muito difícil mudar a cultura conservadora das empresas.

Gisele declarou ainda que, mesmo inseridos no mercado digital, os profissionais precisam ter algum diferencial: “Não basta ter conteúdo de qualidade, é preciso ter capacidade de disseminação”, disse ela. Segundo a palestrante, a nova demanda do mercado é um profissional de comunicação que também seja um profissional de relacionamento, e essa união estaria presente justamente no RP. Como comprovação de sua tese, mostrou um estudo divulgado pela Folha de S. Paulo do dia anterior que citava RRPP como uma das dez profissões mais promissoras do futuro.

Para fazer o download da apresentação utilizada no debate, clique no link: RBS - Apresentacao Gisele Lorenzetti -V2 (PDF)

Marcelo Sarkis

Foto: Pedro Revillion

23/9/2008 - 13h08min

Camarote TVCOM é transmitido do saguão da Famecos

O SET Universitário foi atração na edição de segunda-feira (22/09) do Camarote TVCOM. O programa, apresentado por Kátia Suman e Rodrigo Lopes, foi ao ar às 20h30 ao vivo do saguão da Famecos. Participaram os professores Mágda Cunha, Vitor Necchi, Eduardo Pellanda e Fábian Chelkanoff e o jornalista e escritor Klester Cavalcanti.

Para o professor Fábian, o evento é fundamental para que os alunos tenham contato com profissionais do ramo, que possam trocar experiências antes de ingressar no mercado de trabalho. A mostra competitiva também é importante para a construção de uma identidade profissional. A inscrição dos trabalhos viabiliza a exposição da produção acadêmica aos jurados da mostra, profissionais consolidados no mercado, o que pode gerar também oportunidades de trabalho.

A organização do SET recebeu e julgou peças de diversas faculdades do Estado, além de trabalhos provenientes da Bahia, do Distrito Federal, do Mato Grosso do Sul e até mesmo de outros países, como Portugal, Argentina e Uruguai, segundo informou o professor Necchi.

O papel da faculdade como condicionamento para um mercado em constante mutação também foi discutido. Eduardo Pellanda destacou a tendência da Famecos em "se movimentar em direção ao mercado", e completou dizendo que a mesma tenta adiantar-se "uns cinco anos" em relação às tendências mercadológicas.

A função do repórter numa sociedade onde todos produzem conteúdo foi ressaltada pela professora Mágda Cunha. Para ela, o jornalista possui um papel de autenticador e de editor de informações. O envolvimento de um jornalista dá mais veracidade a notícias vindas do "cidadão-repórter".

Fernanda Grabauska

Foto: Pedro Revillion

23/9/2008 - 12h41min

(Algumas) tendências do jornalismo traz caras conhecidas para debater sobre novas formas de comunicação

Três jornalistas formados pela Famecos abriram o segundo dia de palestras no 21° SET Universitário. (Algumas) Tendências do jornalismo trouxe Ana Brambilla, Leandro Sarmatz e Eduardo Lorea para conversar sobre temas variados com os estudantes de comunicação, sob a mediação do professor e jornalista Vitor Necchi.

A primeira a palestrar foi Ana Brambilla, editora de conteúdo colaborativo da editora Abril. Através de uma apresentação de slides, Ana explicou para um público atento o que era conteúdo colaborativo e como ele se inseria no cotidiano do jornalístico das empresas. A jornalista procurou enfatizar os momentos em que este conteúdo se faz indispensável, utilizando exemplos como o do último atentado terrorista ao metrô de Londres: as únicas fotos disponíveis do exato momento do atentado eram dos celulares de pessoas que estavam presentes. É aí que se insere o termo “cidadão-repórter”, citado várias vezes durante a palestra. A idéia é de que, em um mundo que sente a necessidade de interação e de participação, o jornalista por formação desenvolva uma parceria com o chamado “jornalista por vocação”, ou seja, qualquer um de nós. E foi enfática ao garantir: “esse cidadão-repórter não vai roubar o nosso lugar”.

Leandro Sarmatz, redator-chefe da revista Vida Simples, da editora Abril, foi o segundo da manhã de terça-feira. Com um visual mais alternativo, a sua apresentação também o foi. Leandro se focalizou em explicar sobre um novo estilo de vida que, aos poucos, conquista seu espaço no Brasil. Explicando como funcionava a seleção de pauta da revista, o palestrante fez uma pequena regressão histórica sobre o que aconteceu com os hippies dos anos 60 e quem era o público “natureba” de hoje, além de explicar que, passado o boom da urbanização, a população começou a correr atrás de uma melhor qualidade de vida: “Chegaram os anos 2000 e as pessoas realmente perceberam que estavam perdendo momentos importantes de suas vidas”. A revista se encaixa perfeitamente neste novo âmbito comercial urbano, dando ao consumidor informação e conteúdo para, como ele mesmo definiu, deixar a vida urbana um pouco mais potável.

A última palestra foi a de Eduardo Lorea, jornalista de Zero Hora. Esta foi pautada por um bate-papo sobre a credibilidade do jornalismo de hoje. A tônica se deu em função de que vários veículos de comunicação estão dando pouca ou nenhuma importância para a correção de suas publicações. Através de exemplos, Lorea demonstrou o quão grave e alarmante é quantidade de erros cometidos por jornais e agências. Um dos mais chocantes aconteceu ainda neste ano: assim que submarinos russos chegaram ao pólo norte, a agência de notícias Reuters divulgou fotos da empreitada, o único problema foi que umas das fotos era uma imagem do filme Titanic, o que acabou sendo descoberto por um finlandês de apenas 13 anos. Outras gafes jornalísticas do gênero também serviram de exemplo. O palestrante apresentou também diversas soluções inteligentes aplicadas para solucionar este tipo de problema por jornais como The New York Times e Folha de S. Paulo. Uma frase do editor do New York Times, citada por Lorea, resume bem a questão da credibilidade: “Sim, um grande jornal tem que se preocupar com as coisas grandes, mas também precisa ter atenção fantástica a milhões de detalhes todos os dias”.

Marcelo Sarkis

Foto: Pedro Revillion

23/9/2008 - 11h56min

RBS Debates: Ehr Ray defende as grandes idéias

O publicitário Ehr Ray, diretor-presidente da agência de publicidade Borghierh Lowe, começou no RBS Debates “mais nervoso do que de costume”, como ele mesmo tratou de confessar ao público que lotou o teatro do prédio 41 da universidade, na noite de segunda-feira, 22 de setembro.

Embora a tensão inicial, o vencedor de muitos prêmios importantes do meio publicitário – como o Festival de Cannes – tratou de chamar a atenção da platéia citando como exemplo a rainha da música pop: “A Madonna, incrivelmente, consegue se adaptar, eu adoro ela. É isso que nós (comunicadores) temos que fazer: surpreender a cada dia”. Com esse exemplo, Ray descontraiu, acalmando os nervos e, ao mesmo tempo, chamou a atenção de todos para um assunto importante das diversas áreas da comunicação que estaria prestes a ser exibido no telão.

O primeiro vídeo que Ray exibiu tratava do encontro de um casal em um restaurante para “colocar um basta” em uma relação já desgastada. No quadro cômico, a mulher representa o consumidor e o homem, o anunciante. Ela afirma ter mudado e ele não aceita, insistindo com os mesmos “mimos”, ou seja, formas de mídia tradicionais, como outdoors e anúncios impressos para chegar até ela. Contrariada e decepcionada, a mulher vai embora, deixando-o sozinho. Com o vídeo, Ray quis mostrar que o consumidor está mudando a todo o momento e que a comunicação também precisa se renovar.

No caso da publicidade, é preciso fazer com que o consumidor volte sua atenção para a marca anunciada: “Hoje até sabão em pó virou commodity”, generaliza o publicitário. Ray também declara estar na marca o foco principal para se vencer a competitividade do mercado: “Temos que trabalhar em cima das marcas. O consumidor não vai mais só pelo preço. Hoje tem aquela história de custo-benefício, e ele tem a opção de escolher diversas opções na prateleira. O que vai atraí-lo é a força da marca”.

Além de apresentar outros dois vídeos (seus cases premiados), Ray encorajou, novamente, todos a apostarem na “grande idéia”, como já havia feito na entrevista coletiva que concedeu no prédio da Famecos. Ele disse que não é por que está em uma agência de grande porte que as idéias vão ser melhores: “Tanto faz estar em agência pequena ou grande, o conteúdo consumido entre ambas é o mesmo. Basta saber aproveitar as informações catadas na mídia para se ter boas idéias”.

Maurício Círio

Foto: Vinícius Carvalho

23/9/2008 - 9h40min

Blogueiro é jornalista, sim! Ricardo Noblat fala da convergência entre internet e jornalismo

O jornalista Ricardo Noblat, autor de um dos blogs mais acessados do país, foi um dos convidados do RBS Debates, que aconteceu no centro de eventos da PUCRS na noite desta segunda-feira, 22 de setembro. Noblat iniciou a conversa contando que decidiu criar seu blog há quatro anos por sugestão de um amigo: "Tinha uma página semanal no jornal O Dia que continha muitas notas e não tinha espaço para tudo. Um amigo então sugeriu que eu criasse um blog". Quando começou, no entanto, não previa que as páginas pessoais fossem atingir tamanha proporção na internet. "Começou acidentalmente, sem querer meu blog foi o primeiro de notícias a ser atualizado diariamente".

A comparação entre impresso e virtual era inevitável. Noblat tornou-se conhecido primeiramente pelo seu trabalho em grandes jornais, dentre os quais Jornal do Brasil e Correio Braziliense. Para ele a diferença entre blog e jornal é a maior interatividade que a internet proporciona: "Um blog implica diálogo permanente entre o blogueiro e seus leitores". Em determinado momento de sua fala, o jornalista esqueceu-se do que pretendia concluir. Ao ser lembrado pelo público, não titubeou e mostrou bom humor: "Viram? Isso é interatividade!".

A paixão de Noblat pelo meio virtual é indisfarçável e se apresenta a cada declaração: "Blog é principalmente uma conversa que não se dá somente através dos comentários, mas também na maneira como escrevo". Ele destacou que os instrumentos usados no blog são os mesmos do jornal e da revista, e fez questão de ressaltar que a verificação de informações se dá com muito mais rigor atualmente do que quando trabalhava em redação de jornal: "No blog o acerto ou erro é exclusivamente meu, não há empresa. O blog é a cara do blogueiro, para o bem ou para o mal".

Para o jornalista pernambucano, a internet e os blogs vieram acabar com o monopólio dos jornalistas sobre as notícias. "Vi no aeroporto uma capa de revista que dizia 'Blogueiro não é jornalista'. Me perguntei então o que eu faço". A formação em jornalismo, segundo ele, "sempre foi dispensável". Noblat considera que a popularização da internet tornou a discussão sobre a necessidade do diploma ultrapassada. "O importante é que você esteja qualificado para exercer a profissão, o que sempre faz diferença são a qualidade e a credibilidade".

Confira entrevista exclusiva de Noblat abaixo:

SET: Qual a relevância de discutir com um público formado por universitários essa convergência dos meios e como o teu blog se encaixa nesse perfil?

Noblat: Não acompanhei o surgimento dos blogs, comecei a fazer um blog acidentalmente, e desconfio que o público que está aqui entenda mais que a gente (enquanto modestamente confessava sua falta de intimidade com a tecnologia Noblat manejava um aparelho iPhone com invejável habilidade).

SET: Não sentes falta das grandes reportagens características do jornal impresso? Não pensas em voltar?

Noblat: Não vejo, no momento, nenhum projeto de jornal interessante, que me empolgue. Os jornalistas não querem reinventar o jornal.

SET: Acreditas que será possível fazer reportagens através da internet, e, principalmente, dos blogs?

Noblat: Fiz, por exemplo, uma reportagem em João Alfredo, Pernambuco, a cidade natal de Severino Cavalcanti (ex-presidente da Câmara que renunciou após ser denunciado por recebimento de propina), na época em que ele era acusado de receber dinheiro ilegalmente. Passei dois dias blogando de lá. Então, é possível, mas certamente será com outra linguagem.

SET: O jornalismo online está ganhando mais credibilidade com o passar do tempo e com a adesão de jornalistas consagrados como o senhor?

Noblat: Está ganhando cada vez mais credibilidade, com certeza. É uma bobagem resistir à internet. É um preconceito, os grandes jornais querem manter o monopólio da notícia.

SET: Achas que os estudantes se formam atualmente com uma bagagem melhor que antigamente, mesmo por esse contato maior com os novos meios, como a internet?

Noblat: Há por um lado muito entusiasmo, o pessoal é muito mais “antenado”, disposto a explorar recursos. Por outro lado os cursos de jornalismo estão piores. É um desperdício formar tanta gente talentosa – e não que todos sejam talentosos, mas boa parte é – que não poderá ser absorvida pelo mercado, a internet não absorve tudo isso. Em relação à política também saem muito pouco interessados.

SET: Achas, então, que antigamente os estudantes tinham politicamente um maior desejo de mudança?

Noblat: Não vivemos um período de grande antagonismo político. Na minha época, tínhamos a ditadura mas atualmente há mais liberdade em relação a tudo. Darei a minha neta hoje uma liberdade muito maior que dei aos meus filhos. Nem com os pais os jovens precisam brigar mais. Há atualmente uma falta de interesse pelas coisas que são fundamentais na vida, e tudo depende de política.

Cristine Kist

Foto: Pedro Revillion

22/9/2008 - 21h23min

Entrevista coletiva: Ehr Ray destaca a importância da curiosidade para o sucesso profissional

"Sonhar grande dá o mesmo trabalho que sonhar pequeno. Então, eu prefiro sonhar grande", afirmou o diretor-presidente da agência de publicidade Borghierh Lowe, Ehr Ray, em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira, no prédio da Famecos. Ray ressaltou a importância da curiosidade para alcançar o sucesso na carreira e garantiu que os profissionais gaúchos já consolidaram seu espaço no mercado publicitário brasileiro. Segundo Ray, o diferencial do gaúcho é o tempo: "No Rio Grande do Sul, ainda há tempo para almoçar em casa, ler e ver televisão. Fica-se mais longe do centro da informação, o que força o profissional a ir atrás dela".

Apesar de ter ganhado diversos prêmios – Ehr Ray é um dos criadores da famosa campanha publicitária "Mamíferos da Parmalat", já foi premiado no Festival de Cannes e atuou na criação de campanhas consagrados no Brasil e no Exterior –, ele explicou que os prêmios geram reconhecimento e abrem caminhos, mas não se pode construir uma carreira baseada somente neles. "A profissão é uma maratona. Hoje, o mercado exige respostas imediatas para tudo, não há espaço para ficar acomodado". Ehr Ray ressaltou também a importância da imagem e do conteúdo, aliado a valorização das idéias. E disse que a verdadeira linguagem da publicidade são as boas idéias. Sobre os cursos de comunicação, Ray declarou que as universidades não estão preparando profissionais, já que os estudantes não tem paciência para batalhar pelos seus objetivos: "o profissional se forma e já quer se tornar um Diretor de Arte. Vivência também é essencial para construir uma carreira de sucesso".

Isadora Neumann

Foto: Vinícius Carvalho

22/9/2008 - 20h53min

Klester Cavalcanti abre em grande estilo o ciclo de palestras do SET Universitário

Às 17h desta segunda-feira iniciou-se a primeira palestra do 21° SET Universitário, no auditório da Famecos. O jornalista e escritor Klester Cavalcanti veio à Porto Alegre contar um pouco de sua vasta experiência profissional – ele já trabalhou em uma série de veículos diferentes, de Veja à Contigo, e hoje é editor da revista semanal Domingo, do Jornal do Brasil. O encontro, mediado pelo escritor, jornalista e professor Juremir Machado da Silva, teve um clima bastante descontraído.

"Como quase todos os jornalistas tenho o hábito de falar demais", avisou Klester já no início do bate-papo. E não estava brincando. Em um primeiro momento, contou um pouco sobre sua vida profissional, que teve um início, no mínimo, curioso: seu primeiro curso superior foi o de Engenharia Mecânica. Tendo dado um rápido panorama sobre cada fase de sua vida, Klester abriu espaço para perguntas dos participantes, e foi então que surgiu o assunto que daria a tônica da conversa: a sua experiência na Amazônia como repórter da revista Veja. Klester trabalhava no Diário de Pernambuco quando conheceu o editor de Veja na sucursal da Bahia. Dois meses depois do encontro veio o convite: "O que você acha de passar 360 dias na selva?". Dada a personalidade do convidado, a resposta não poderia ser outra: "Acho ótimo".

As experiências do repórter no local foram as mais adversas possíveis. Merece destaque o episódio em que foi seqüestrado durante as investigações para uma reportagem sobre uma quadrilha que fazia grilagem de terras. O seqüestro durou pouco tempo, mas não poderia ter sido mais emocionante: "Chegou um momento em que eu pensei que eles iriam me levar para conhecer o chefe da quadrilha. Foi quando comecei a achar legal", relatou Klester que, depois de conseguir se libertar, foi cambaleando pela estrada até um posto da polícia rodoviária. Valeu a pena: a reportagem resultou em uma CPI que visava identificar e coibir o uso ilegal da terra.

O último livro de Klester também teve grande destaque e foi tema de várias perguntas.  O Nome da Morte, lançado pela Editora Planeta em 2006, conta a história de um assassino de aluguel que confessou ter matado quase 500 pessoas. Quando perguntado se não pensou nem por um momento em entregar seu protagonista à Justiça, Klester deu uma lição de jornalismo: "Não interessa se minha fonte é um padre ou um assassino, nunca passaria pela minha cabeça denunciá-lo".

Cristine Kist e Marcelo Sarkis

Foto: Vinícius Carvalho

22/9/2008 - 16h13min

Camarote TVCOM ao vivo do SET Universitário

Katia Suman e Rodrigo Lopes apresentam o Camarote TV COM direto do saguão da Famecos, ao vivo a partir das 20h30 desta noite. Com o objetivo de interagir com o público e mostrar a vida social e cultural da cidade, os apresentadores vêm ao 21° SET Universitário conversar com a diretora da Famecos, Mágda Cunha, com os professores Vitor Necchi, Eduardo Pellanda e Fábian Chelkanoff e com o redator-chefe da revista Vida Simples, Leandro Sarmatz. O programa ainda conta com a participação do jornalista e escritor Klester Cavalcanti.

O 21° SET Universitário recebe 21 profissionais para o debate sobre temas que passam por várias áreas da comunicação. Nesta edição, a pergunta “de que conteúdo estamos falando?” quer inspirar as discussões sobre todo material que é produzido nos mais diversos campos da comunicação.

Mircele Dornelles

22/9/2008 - 13h53min

Saguão da Famecos passa por transformações

Faltavam oito horas e trinta minutos para a abertura oficial do 21º SET Universitário, mas a correria dava a impressão de que tudo começaria em 15 minutos. Pessoas da organização conversavam com seus headsets (fones de ouvido de rádios) e em corridas alucinantes de um lado para o outro acentuavam a pressa na montagem da infra-estrutura do evento.
Apesar de toda a agitação, estudantes transitavam entre as grandes estruturas de metal que sustentam um palco que terá quatro televisões de plasma e pick-up de DJ. A transformação total do saguão da Famecos incluiu, ainda, a construção de um cybercafé e um lounge. O cybercafé será disponibilizado como um “terminal de auto-atendimento” para que os alunos façam sua própria programação de oficinas e de palestras no SET.
A estrutura de palco, proporcionada pela Opinião produtora, é digna de um show de rock. Moveheads, ribaltas de led, luzes estroboscópicas e um aparato de sonorização invejável farão parte do que promete ser a melhor edição do SET em termos de infra-estrutura.
Além disso, a montadora Fiat expõe o Strada, a versão pick-up do Fiat Palio. O banco HSBC também possui espaço para a divulgação de seus produtos no saguão da Famecos, grande ponto de encontro dos participantes do SET.
O evento inicia hoje às 17h hoje com a palestra do jornalista e escritor Klester Cavalcanti no auditório da Famecos.

Fernanda Grabauska

22/9/2008 - 10h11min

SET Universitário tem blog

Mais uma novidade do 21º SET Universitário é o Blog do evento. A idéia é mostrar os bastidores e todas as pessoa envolvidas com as palestras e oficinas. A página será recheada de fotos e você poderá enviar a sua através do email blog.setuniversitario@gmail.com. Acesse o blog por aqui.

18/9/2008 - 12h55min

SET Universitário discute o conteúdo da comunicação

Um time de 21 profissionais está escalado para a programação de palestras do 21º SET Universitário, evento que a Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS promoverá de 22 a 24 de setembro em Porto Alegre. Na seleção, foram escolhidos temas que cobrem diversas áreas da comunicação. As atividades ocorrerão em diversos auditórios do campus central da universidade (Avenida Ipiranga, 6.681) e são gratuitas. Não é obrigatório efetuar inscrição para participar das palestras, mas os interessados em receber certificado devem se cadastrar no site do evento (www.pucrs.br/famecos). O acesso aos auditórios obedecerá à lotação dos espaços. Todas as palestras serão transmitidas ao vivo no site.

Uma provocação foi feita para os palestrantes: de que conteúdo estamos falando? A questão faz parte das peças criadas para a divulgação do SET e pretende inspirar discussões sobre o conteúdo produzido nas mais diversas formas de comunicação. A mediação ficará a cargo de professores da Famecos.

15/09/2008 - 11h30min

Famecos realiza 17 oficinas no SET Universitário

Estão abertas as inscrições para as 17 oficinas do 21º SET Universitário, que ocorrerá na Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS entre os dias 22 e 24 de setembro. À frente das atividades estão 28 ministrantes. No total, há 545 vagas disponíveis. A inscrição é gratuita, e os participantes receberão certificado. Todas as oficinas ocorrerão no turno da tarde, pois as manhãs e as noites são reservadas às palestras. A programação e o formulário para inscrição se encontram disponíveis no site do evento (www.pucrs.br/famecos).

10/9/2008 - 10h30min

Famecos e Opinião selecionam bandas para festa de encerramento do SET

O fato de que muitos alunos da Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS têm banda não surpreende ninguém, mas a novidade é que eles poderão tocar na festa de encerramento do 21º SET Universitário, no Bar Opinião, na noite de 24 de setembro. Quatro grupos serão selecionados para se apresentar na festa. As inscrições estão abertas até segunda-feira (15/9) no site do evento (www.pucrs.br/famecos). Pelo menos um dos integrantes precisa ser aluno da Famecos. As bandas devem indicar no formulário o seu endereço no mySpace ou o site onde se encontram as músicas para avaliação. Se o grupo não tiver seu trabalho disponibilizado na internet, deverá entregar um CD no Laboratório de Eventos da Famecos.

Dos eventos voltados para alunos de Comunicação e de Cinema do Brasil, poucos são tão longevos e tradicionais quanto o SET Universitário. Desde 1988, o campus central da PUCRS, em Porto Alegre, recebe milhares de estudantes provenientes de diversos municípios gaúchos e de outros Estados que têm a oportunidade de trocar experiências com professores, pesquisadores e profissionais que atuam fora da academia. Todos buscam sintonia com as tendências da área, além de aprofundar as possibilidades de reflexão e de experimentação. A cada edição, ocorrem palestras, oficinas e a Mostra Competitiva – concurso que premia os alunos autores dos melhores trabalhos desenvolvidos em atividades acadêmicas e os professores orientadores. Neste ano, o SET ocorrerá de 22 a 24 de setembro.

26/8/2008 - 13h30min

"O Repórter Esso" e consumo são temas de duas palestras na Famecos

Atividades integram programação preparativa do 21º SET Universitário

Nesta quarta-feira, ocorrem duas atividades do + SET, série de eventos preparativos ao 21º SET Universitário, realizado pela Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS. Pela manhã, às 9h30min, a palestra “Os 40 anos sem O Repórter Esso” fica a cargo de Fabbio Perez, Roberto Figueiredo e Lauro Hagemann, veteranos locutores do programa que é considerado um marco para a imprensa mundial. À noite, às 20h, José Roberto de Almeida Resende, sócio-diretor da Shopping Brasil e da Informa Brasil, fala sobre “As tendências do varejo mundial que afetarão sua vida nos próximos meses”. As palestras ocorrerão no Auditório da Famecos.

“O Repórter Esso” foi transmitido durante 30 anos por 60 emissoras de diversos países. Acompanhou importantes fatos históricos, nos quais a sua participação ou omissão foram fundamentais, como na Segunda Guerra Mundial e na campanha “O petróleo é nosso”. Durante a palestra, serão apresentados trechos do programa. Na ocasião, também ocorrerá o lançamento do livro “O Repórter Esso – a síntese radiofônica mundial que fez história”, do professor Luciano Klöckner, da Famecos.

Resende, que está à frente de empresas de inteligência de mercado, apresentará as principais tendências do varejo mundial, detectadas na National Retail Federation (maior convenção mundial de varejo) realizada em janeiro, em Nova York. Serão abordados temas que apresentam oportunidades e ameaças para o varejo brasileiro (venda de soluções e não mais produtos ou serviços; Geração Net – o novo consumidor; evolução do comércio eletrônico; o desafio das paredes de vidro; foco na execução; e efeito “Green”). Resende tem como clientes empresas nacionais e internacionais de destaque. Ocupou cargos gerenciais em empresas como Embraer, BCN, Banco Auxiliar, Imcosul e foi sócio-fundador das redes de varejo Moda Casa, Eletro Shop, Só Eletro e Sleep Shop.

Mostra Competitiva
O 21º SET Universitário ocorrerá de 22 a 24 de setembro e já estão abertas as inscrições para Mostra Competitiva. O concurso destina-se aos alunos de cursos superiores de Comunicação e de Cinema/Audiovisual que tenham desenvolvido suas obras em alguma atividade acadêmica (disciplinas, laboratórios, estágios etc.) nos semestres de 2007/2 e 2008/1. O regulamento e o formulário de inscrições estão disponíveis no site do evento (www.pucrs.br/famecos).

18/8/2008 - 18h

Grupo RBS e Famecos desafiam estudantes de comunicação

Desafio RBS SET selecionará trinta grupos para defender as suas idéias em blogs no clicRBS. As inscrições já estão abertas em www.desafiorbs.com.br

O Grupo RBS e a Famecos/PUCRS acabam de lançar um desafio inovador aos estudantes de Comunicação Social: trata-se do Desafio RBS SET, projeto que integra a programação do 21º SET Universitário e do RBS Debates. Com base em um ícone da propaganda da década de 1960, os futuros profissionais serão convidados a criar uma solução de comunicação adaptada às plataformas e à linguagem do público contemporâneo.

As inscrições para o Desafio RBS SET já estão abertas e vão até o dia 18 de agosto, pelo site www.desafiorbs.com.br. Poderão participar equipes de até seis integrantes, representando, no mínimo, dois cursos distintos de Comunicação Social, e matriculados na mesma instituição de ensino. Serão selecionados até 30 grupos escolhidos por um júri que avaliará a resposta à seguinte pergunta: “Por que LINGUAGEM é um desafio pra você?”.  As equipes selecionadas defenderão suas idéias em blogs no clicRBS durante 20 dias.

Uma comissão formada por profissionais de mercado acompanhará o desenvolvimento dos blogs e escolherá três projetos finalistas, avaliados de acordo com a criatividade, a inovação e a adequação. No dia 22 de setembro, durante o evento RBS Debates, na abertura do 21º Set Universitário, os três trabalhos finalistas serão apresentados ao público e será anunciado o grande vencedor.

Sobre o Desafio RBS SET
A campanha “Hora de Dormir”, reconhecida pelo seu sucesso e efetividade na década de 1960, servirá de base para as propostas dos participantes do Desafio RBS SET. O comercial divulgava a marca dos Cobertores Parahyba e ao mesmo tempo “lembrava” as crianças que já era hora de ir para a cama. Para defender as suas soluções de comunicação, os estudantes deverão publicar posts nos blogs que apresentem a linha de raciocínio do grupo, os resultados de pesquisas e reuniões, os referenciais teóricos e as ações definidas. O regulamento está disponível no site www.desafiorbs.com.br.

Blog do Desafio
Já está no ar o blog da equipe de produção do Desafio RBS SET. No link www.clicrbs.com.br/desafio os estudantes que desejam participar do projeto podem esclarecer dúvidas e acompanhar dicas interessantes sobre novas linguagens e plataformas.

Cronograma
8/8 a 18/8 – Inscrições
19/8 – Divulgação das equipes selecionadas
22/8 a 12/9 – Desenvolvimento dos projetos e publicação dos posts nos blogs
15/9 a 17/9 – Julgamento
18/9 – Divulgação dos finalistas
22/9 – Apresentação no RBS Debates

13/8/2008 - 9h

Inscrições para Mostra Competitiva do SET Universitário estão abertas

As inscrições para a Mostra Competitiva do 21º SET Universitário, evento promovido pela Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS, estão abertas até 10 de setembro. Alunos de cursos superiores de Comunicação e de Cinema/Audiovisual podem participar com trabalhos realizados em atividades curriculares nos semestres de 2007/2 e 2008/1. O regulamento e a ficha de inscrição podem ser acessados no site www.pucrs.br/famecos.

As categorias da Mostra são (a) Jornalismo, com 24 subcategorias, (b) Publicidade e Propaganda, com 9 subcategorias, (c) Relações Públicas, com 12 subcategorias, e (d) Cinema/Audiovisual, com 5 subcategorias. Todos os trabalhos devem ser acompanhados da ficha de inscrição disponível no site, completamente preenchida. Para as peças da categoria Publicidade, é necessário apresentar um briefing de no máximo 15 linhas, conforme detalhamento constante no regulamento. Os filmes da categoria Cinema e/ou Audiovisual precisam de ficha técnica, conforme o modelo disponível no link de inscrições no site do evento.

Na ficha de inscrição, é preciso incluir o nome completo e o endereço dos autores dos trabalhos. As assinaturas e os nomes do professor orientador e do aluno responsável pelo trabalho também são indispensáveis, assim como o carimbo da secretaria da faculdade de origem.

Os trabalhos podem ser entregues pessoalmente na Famecos ou postados no correio até 10 de setembro.

27/5/2008 - 13h40min

Maratona de 24 horas na Famecos discute uma década de jornalismo na internet

Para discutir o jornalismo praticado em uma década de internet, a Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS realizará durante 24 horas ininterruptas o evento “10/24 – Notícia não tem hora”. As atividades ocorrerão das 18h desta quarta-feira (28/5) até as 18h de quinta-feira com um duplo objetivo: integrar a programação do + SET (série de eventos preparatórios para o 21º SET Universitário) e comemorar os 10 anos de funcionamento da Cyberfam, a pioneira das revistas eletrônicas desenvolvidas em um estágio de jornalismo online no Brasil. Pela primeira vez no país, ocorrerá uma transmissão em alta definição (HD) via internet. Tudo que ocorrer nesta maratona poderá ser acompanhado no site cyberfam.pucrs.br.

No site, haverá links para teleconferências, bate-papo online e apresentação de imagens captadas por câmeras instaladas na Famecos. Ainda ocorrerá transmissão de aulas do curso de Jornalismo por celular. Para marcar os 10 anos da Cyberfam, serão entrevistados professores e alunos que já trabalharam na publicação. Um time de profissionais que atuam em Porto Alegre e em outras cidades do Brasil, dos Estados Unidos e da China foi convidado para a discussão sobre o impacto da internet no jornalismo. Os vários debates e entrevistas planejados podem ser acompanhados pelo site da Cyberfam ou por meio de televisões de plasma instaladas no saguão da Famecos (Av. Ipiranga, 6.681, prédio 7 – Porto Alegre).

Profissionais que participarão das atividades:
Alexandre Matias – O Estado de São Paulo (SP)
Ana Brambilla – Editora Abril (São Paulo)
Analú Fischer – RBS Corporação (Porto Alegre)
Fabrizzia Cinel – webdesigner
Felipe Truda – ClicRBS (Porto Alegre)
Fernanda Morena – Correio do Povo e Comitê Olímpico Chinês (China)
John Pavlik – Universidade de New Jersey (EUA)
Juliano Schüler – ClicRBS (Porto Alegre)
Luísa Berlitz – Gullane Filmes (São Paulo)
Marina Wentzel – Correspondente da BBC (China)
Michele Iracet – Zerohora.com (Porto Alegre)
Militão de Maya Ricardo – professor
Núria Saldanha – Canal Rural (São Paulo)
Priscilla Oliveira – Agência Escala (Porto Alegre)
Renata Simões – Multishow (São Paulo)

Entrevistas
Mágda Cunha – diretora da Famecos
Cristiane Finger – coordenadora do curso de Jornalismo da Famecos
Gilberto Leal – professor da Famecos
Vitor Necchi – professor da Famecos

Mais informações nos sites:
cyberfam.pucrs.br
www.pucrs.br/famecos/set

13/5/2008 - 10h

Série de eventos inicia contagem regressiva para o 21º SET Universitário

Palestra “O negócio é ser online”, com equipe da W3Haus, inaugura o + SET

O SET Universitário, organizado pela Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS, chega à 21ª edição com novidades em seu formato. Além do evento propriamente dito (que ocorrerá de 22 a 24 de setembro), neste ano haverá o + SET, conjunto de atividades que serão realizadas todos os meses a partir de 15 de maio, próxima quinta-feira. Nesse dia, às 20h, uma equipe da W3Haus fará a palestra “O negócio é ser online”. Participarão Tiago Ritter (sócio-diretor), Leo Prestes (planejamento criativo) e Rafael Macedo (planejamento de mídia). A atividade ocorrerá no Auditório do Prédio 9 da universidade.

Dos eventos voltados para alunos de Comunicação e de Cinema do Brasil, poucos são tão longevos e tradicionais quanto o SET Universitário. Desde 1988, o campus central da universidade, em Porto Alegre, recebe milhares de estudantes provenientes de diversos municípios gaúchos e de outros Estados que têm a oportunidade de trocar experiências com professores, pesquisadores e profissionais que atuam fora da academia. Todos buscam sintonia com as tendências da área, além de aprofundar as possibilidades de reflexão e de experimentação. A cada edição, ocorrem palestras, oficinas e a Mostra Competitiva – concurso que premia os alunos autores dos melhores trabalhos desenvolvidos em atividades acadêmicas e os professores orientadores.
A Mostra Competitiva é um dos principais propósitos do evento, pois tem o objetivo de valorizar a produção, o empenho e o talento dos alunos. O concurso destina-se aos discentes de cursos superiores de Comunicação e de Cinema/Audiovisual que tenham desenvolvido suas obras em alguma atividade acadêmica (disciplinas, laboratórios, estágios etc.) nos dois semestres anteriores ao da realização do evento. O regulamento e o cronograma da disputa para este ano em breve serão divulgados no site do evento (www.pucrs.br/famecos/set).

SERVIÇO

Palestra: O negócio é ser online
Palestrantes: equipe da W3Haus (Tiago Ritter – sócio-diretor, Leo Prestes – planejamento criativo e Rafael Macedo – planejamento de mídia)
Dia: 15 de maio (quinta-feira)
Horário: 20h
Local: Auditório do Prédio 9 – PUCRS (Av. Ipiranga, 6.681 – Porto Alegre)

SET Universitário - Av. Ipiranga, 6.681 – Prédio 7 - FAMECOS - Porto Alegre – RS – Brasil - 90610-900
CONTATO: leventos@pucrs.br (51) 3320-3500, ramal 4116 de segunda a quinta, das 14h às 17h30min