por Gabriel Salazar e Mariane Castilhos

A noite do primeiro dia de SET Universitário foi marcada pelas palestras de Rafael Chanin, Luiza Futuro e Filipe Techera. Iniciada às 20h no Centro de Eventos da PUCRS e mediada pela professora FêCris Vasconcellos, a palestra conjugada teve como principais temas o modo de lidar com o fracasso e a parcela dos brasileiros que não tem acesso à internet. É possível assistir a todo o evento no Facebook Eu Sou Famecos.

Foto: Douglas Rosa/Famecos/PUCRS

O primeiro convidado da noite foi Rafael Chanin, professor da Escola Politécnica da PUCRS, assessor estratégico no Tecnopuc e editor-chefe do blog iconomics. Ele iniciou contando a história de como um plano seu e de alguns amigos de montar um negócio digital sobre futebol acabou dando errado. Explicou todo o processo e o quanto haviam investido nisso, todas as etapas e algumas situações cômicas que passou. Depois disso, ele apresentou os motivos pelos quais o produto que estava tentando vender não havia tido sucesso: “Ficamos nos fechando de feedback positivos e esquecemos dos negativos e realistas”, disse Rafael, destacando a importância de saber ouvir o que os consumidores têm a dizer. “Tem que começar sempre com empatia e pensar no cliente”, ressaltou.

O professor também afirmou que é necessário aprender a lidar com o fracasso. Segundo ele, é preciso testar, errar, aprender e repetir, pois falhar é o caminho mais rápido para o sucesso. “Fracassar é terrível, mas é a melhor forma de aprendizado. O sucesso inspira mas só o fracasso ensina”, disse Rafael. “‎Precisamos quebrar o paradigma do fracasso, porque todos nós vamos falhar e só não falha quem não tenta”, aconselhou, ressaltando a importância do ato de tentar.

Foto: Lenara Pothin/Famecos/PUCRS

Em uma pesquisa realizada em 2016, revelou-se que 100 milhões de brasileiros estão fora da internet. E nesse dado que Luiza Furtado e Filipe Techera se basearam para realizar o estudo “Todo Mundo Quem?”, trabalho que trouxeram para o público presente no auditório do prédio 40. Segundo dados levantados pelos dois pesquisadores, temos 97,7 milhões de usuários de redes sociais e devemos usar esse número — que torna o Brasil uma potência tecnológica — a nosso favor. “Os Brasileiros acham que 83% da população tem Facebook, mas na verdade, apenas 47% da população usufrui da plataforma”, conta Techera.

A internet pode mudar a estrutura e a forma como comunicamos no país. E, sobre esse tópico, Techera frisa que uma parcela de quem não usufrui das redes sociais é porque — segundo a pesquisa — tem insegurança ou até medo de errar. Mas existe uma importante parte da população fora das redes sociais que se ausenta por não acreditar que a ferramenta seja realmente benéfica. “Chamamos essas pessoas de Nativos Sociais. Mas, por quê?”, Techera explica que essas pessoas estão na internet, usando-a para pesquisar ou fazer compras, mas optam por não ter redes sociais. Muitos deles são ex-usuários de algumas destas redes. “’Todo mundo pode me encontrar a hora que quiser em uma destas redes’ e isso é um dos motivos que afastou estas pessoas do Facebook, Twitter, Instagram e etc”, comenta.

Por fim, a dupla dá ênfase ao comportamento e vida humana, e no que isso pode agregar no mercado quando envolve plano estratégico de marcas. “A essência humana deve ser entendida como um território estratégico para todas as marcas. O óbvio precisa ser pontuado. A internet é uma coisa maior que o Instagram e Facebook, ela tem uma potencia gigante pra mudar e diluir a criação de targets estereotipados”, finaliza, com um pedido: “É preciso uma conversa de 208 milhões de brasileiros”.

Foto: Lenara Pothin/Famecos/PUCRS

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