(Foto: Vinicius Silveira)

Ao defender que seu trabalho representa a “democratização da arte”, o grafiteiro Athos Ribeiro ministrou uma oficina sobre street art. Durante uma hora, explicou as principais características e contextualizou a arte de rua. Depois, conduziu os oficineiros ao saguão da Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS, onde demonstrou o seu trabalho ao mesmo tempo em que os estudantes puderam produzir sua arte em caixas que farão parte do cenário do prédio 7 da Universidade.

Na parte teórica da oficina, Ribeiro diferenciou os estilos da street art — grafite, pixo, stencil e sticker — e mostrou mais sobre o modo de viver dos artistas desse estilo, que surgiu na periferia de Nova York. O caráter subversivo e contraventor desta forma artística permaneceu ao longo dos anos. No Brasil, o nascimento do pixo esteve atrelado a um público menos favorecido, que via a atividade como prática do lazer e oportunidade de serem reconhecidos dentro da comunidade, uma vez que era exigido deles grande coragem para rabiscarem em prédios altos e evitar a polícia.

Questionado pelos alunos, Ribeiro também utilizou o momento para contar mais sobre sua história. Formado em Administração, começou a atuar com grafite em 2008, quando tinha apenas 15 anos, embora já tivesse interesse no segmento por assistir amigos escrevendo seus nomes em muros. Desde então, passou a grafitar em locais variados de Porto Alegre, além de expandir um pouco do seu trabalho para São Paulo, cidade pioneira na arte de rua do Brasil.

Finalmente, o grafiteiro levou os alunos para praticarem com latas de spray em caixas de papel, enquanto fazia mais um de seus trabalhos em um mural cedido pela organização do SET. A atividade coloriu ainda mais o saguão da Famecos, já decorado exclusivamente para o evento.