A primeira tarde do SET Universitário 2019 contou com a participação de oficineiros das mais diferentes áreas da comunicação. A grande pluralidade permitiu a imersão dos participantes em assuntos que englobaram desde animação, publicidade, fotografia e tecnologia até agricultura e inclusão social. Entre as 20 oficinas administradas durante a tarde e a noite, 19 delas foram no prédio da Famecos, com exceção de “Conteúdos Conectados: Uma visão geral da integração da redação da BandRS”, realizada na própria emissora.
As ex-famequianas, formadas em jornalismo, Cândida Schaedler e Laís Escher ministraram a oficina “Muito além do Jeca Tatu: comunicação rural para traduzir a essência da agricultura familiar”, que iniciou com uma dinâmica em grupo — uma discussão sobre a representação dos agricultores familiares, abrindo espaço para que o grupo debatesse sobre campo e agricultura familiar, construindo, assim, um consenso sobre o papel que eles desempenham na atualidade. Segundo Cândida, “por isso a oficina se chama Muito além do Jeca Tatu, pois esse é um estereótipo que tentamos desconstruir através do nosso trabalho”. O projeto das comunicadoras permite a criação de uma ponte, ou seja, uma mediação que aproxima quem produz e os consumidores, salientando a valorização da história de cada agricultor e do consumo consciente.
Bruno Cisco, redator criativo com bacharel em jornalismo pela Famecos, conduziu o workshop “Não crie campanhas. Crie notícias.”, onde fez questão de ressaltar a importância jornalística na criação de peças publicitárias, destacando o valor de um fato para a possibilidade de um bom insight. Com dinâmica em grupo, a atividade contou com o jornalismo como uma ferramenta para a identificação de soluções para briefings, termo usado na publicidade para designar a coleta de informações e dados que irão ajudar no desenvolvimento do trabalho. Segundo Cisco, pelo fato de o jornalismo ser uma grande trama de acontecimentos e fatos humanos, usá-lo permite uma maior proximidade do publicitário com o cliente, sem que se percam “fatos e fatores que irão, eventualmente, se conectar com as pessoas”, fazendo com que a atividade se torne menos mecânicas.

Fernando Stefano é designer e ministra oficina “O dia a dia em um estúdio de animação” no 32º SET Universitário (Foto: Susan Martins/Famecos/PUCRS)

Formado em design, com especialização em marketing e mestrado em design estratégico, Fernando Stefano Kozanieski, hoje sócio e diretor executivo da Alopra Estúdio, administrou duas oficinas. A primeira foi “O dia a dia de um estúdio de animação”, onde dissertou sobre seu primeiro contato com a arte, o design e a animação e detalhou como é o funcionamento de um estúdio e a rotina de que trabalha com animação. Durante a infância, Kozanieski desenvolveu um grande apreço pelo desenho e pelas inúmeras formas de experimentar artisticamente com diferentes materiais. Entretanto, foi durante sua formação que, ao comparar-se aos seus colegas ilustradores, que descobriu a necessidade de criar novas possibilidades de fazer algo novo dentro de um espaço em que todos já fazem o mesmo. Fernando não anima e nem ilustra, mas faz questão de enfatizar a necessidade de se pensar novas formas do fazer artístico dentro de áreas em que já existem papéis pré-estabelecidos. Em seguida, em “A Culpa é do 4G”, instigou o pensamento crítico dos participantes em relação ao processo criativo, usando exemplos relacionados ao mercado.
Na oficina “Transformando sua ideia de filme/série em um projeto”, Rafael Mog, produtor audiovisual e sócio-fundador da Arco Filmes, discutiu sobre as maneiras de transformar, efetivamente, uma obra audiovisual em um projeto voltado para o mercado. Tratando de novas maneiras de contar velhas histórias, diferentes linhas narrativas e da necessidade de adaptação dos criadores aos avanços tecnológicos, aprofundou-se em diversos conceitos, entre eles, os de transmídia, imersão de conteúdo, nave mãe, toca de coelho e A.R.C (Alternative Reality Game).
“Quem tem medo da diversidade? — Grupos minorizados transformados em organizações” teve sua segunda rodada no começo da tarde. Lucas Pimenta, ministro da oficina, é formado em Relações Públicas pela Famecos e é Analista de Marketing e Relacionamento na UOL EdTech e Content Manager Brazil para a Square Root Marketing/Marriott International. Ele apresentou oportunidades para repensar o modo como se vê a diversidade aos participantes, que interagiram e trocaram ideias como o ministrante.

Outro atrativo da tarde foi a Canja: Brunno Bonelli se apresenta no 32º SET Universitário (Foto: Sandro Fieira/Famecos/PUCRS)

A oficina “Educomunicação: o desafio da mídia jornalística em sala de aula” foi apresentada pela jornalista com ênfase em Gestão de Comunicação Caroline Garcia. Os participantes passaram por reflexões de termos teóricos voltados à Comunicação e Educação e, depois, fizeram uma atividade dinâmica, criando um projeto ligado a educomunicação e depois apresentando seu público alvo, seus objetivos, sua metodologia e sua resposta à execução.
Em Tecnologia e Empatia: automação do CRM com foco no cliente, Tiago Kaplan, profissional de relacionamento e interação com o cliente na Warren, plataforma de investimentos, discorreu sobre a história da empresa, incentivando, após uma breve discussão, a formação de uma dinâmica em grupo no qual o propósito era “a construção de uma régua de relacionamento para uma marca fictícia”, possibilitando a abordagem de diferentes estratégias de negócio que facilitam a busca de um público alvo.

Os profissionais Alice Bastos Neves e Tiago Cirqueira ministram a oficina O esporte como desculpa para criar: gestão de eventos e coberturas no Esporte da RBS TV. no 32º SET Universitário (Foto: Thaís Macedo/Famecos/PUCRS)

“O Esporte como desculpa para criar: gestão de eventos e coberturas no Esporte da RBS TV”, com Alice Bastos Neves e Tiago Cirqueira. A oficina deles abordou como planejar, criar, comercializar, gerir recursos e realizar a cobertura de um evento esportivo. Mostrando o case da RBS de cobertura do Gauchão, os oficineiros separam os participantes em quatro grupos para propor suas próprias alternativas de cobertura. “Para nós está sendo uma oportunidade muita grande de testar o modelo de pensamento que hoje, setembro de 2019, está instituído na RBS TV, focado no comunitário, na criação de identidade e vínculo e pertencimento com o público com o qual nós falamos”, contou Cirqueira.
Para saber sobre quais outras oficinas ocorreram na tarde de segunda, acesse aqui.

Por Rafaela Pfeifer  | 16 de setembro de 2019

    Patrocínio

    Apoio

    Apoio

    Apoio

    Realização