A tarde chuvosa de terça-feira não fez com que os alunos desistissem de assistir às oficinas do 32º SET Universitário, que contou com várias atividades inéditas dentro e fora do campus. O saguão foi um bom lugar para fugir do temporal, visto que a música não parou, entre canjas de alunos e convidados e a playlist oficial do evento.

A oficina de “Desbloqueio Criativo” ministrada pela designer,  ilustradora e doutora em comunicação e informação Liz Quintana Kunzler, foi uma das mais disputadas. Com a sala lotada, a artista debateu a questão da criatividade “não ser uma iluminação que surge do nada”, desvendando os mistérios do chamado insight: “A criatividade é sempre alimentada por alguma pesquisa, por algo que surge através de um conhecimento. O insight ocorre por meio de um conhecimento prévio, do qual ele é fruto”. A atividade contou com dinâmicas em grupo em que os participantes colocaram em prática os conhecimentos adquiridos. Ainda, Kunzler enfatiza a necessidade de ser criativo para usar as ferramentas já existentes e aplicá-las de formas diferentes.

17.09.19: A designer Liz Quintana Kunzler ministra palestra “Desbloqueio criativo” no 32º SET Universitário. Foto: Susan Martins/Famecos/PUCRS.

Gabriel Renner, jornalista de formação e hoje ilustrador, infografista no jornal Zero Hora e chargista no Diário Gaúcho trouxe para a oficina “Desenhando humor em jornal em tempos de intolerância”, um debate sobre a dinâmica da produção das ilustrações cômicas no dia a dia, focando, principalmente, no contexto político vivido atualmente. “Se vive um momento muito acirrado, de muito debate, muito polarizado”, avalia. Além disso, Renner enfatiza o fato de a charge, por ser engraçada, não conseguir trabalhar junto da imparcialidade. “A charge não é só informação que está sendo dada, ela está tendo uma opinião, um posicionamento, que vai gerar o humor” defendeu, originando, assim, um debate, por não deixar de lado seu viés crítico. 

Outra oficina que chamou a atenção dos estudantes foi “Cinema de escuta: a entrevista no documentário”, ministrada pela ex-famequiana Thais Fernandes. Ela é montadora, diretora de projetos audiovisuais e vencedora de diversos prêmios. O objetivo de sua oficina foi apresentar referências para os participantes. “Quem quer fazer documentário tem que ver muitos documentários”, ressaltou. Com isso, exemplos de diversos vídeos foram exibidos para os estudantes: “Dei uma chacoalhada neles”, brincou ela. Além das oficinas inéditas, algumas atividades muito disputadas de segunda-feira foram repetidas nesta tarde, como as de Lana Alves, Alice Bastos Neves e Tiago Cirqueira, que retornaram com “É bombar que você quer @?” e “O Esporte como desculpa para criar: gestão de eventos e coberturas no Esporte da RBS TV” respectivamente.

Por Amanda Gorziza, Rafaela Pfeifer  | 17 de setembro de 2019

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