Foto Douglas Rosa / Famecos / PUCRS

por Rafaela Pfeifer, Mariane Castilhos e Gabriel Salazar

Com 11 oficinas, a segunda noite de SET Universitário movimentou a universidade. Comunicação organizacional, o funcionamento do festival Pepsi Twist Land, Slam Poetry, inovação, exibição de curta metragem, jornalismo esportivo e desenvolvimento de jogos foram alguns tópicos abordados nas atividades da noite desta terça-feira.

Jean Rossato, graduado em Relações Públicas e doutorando em Comunicação e Informação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, ministrou a primeira palestra da noite, “Comunicação Organizacional – O poder dos públicos na Internet”, tese finalista do prêmio Abrapcorp (Associação Brasileira de Pesquisadores de Comunicação Organizacional e Relações Públicas), abrindo a discussão com questões relacionadas a maneira como a internet e a tecnologia modificaram a interação entre o público e as organizações, que ganharam mais visibilidade, mas se tornaram mais vulneráveis a opiniões alheias.

Juliane Kramer, publicitária especialista em planejamento de marcas e inteligência competitiva, administrou a oficina “Consumer Journey” (em português, “Jornada do Consumidor”), que abordou as diversas etapas que constituem o percurso do cliente desde o momento pré-compra até o pós-venda. Ademais, levantou questões relacionadas ao crescimento das marcas, mapeando o processo pro seu crescimento e dando espaço pros ouvintes interagirem se colocando na posição consumidor-empresa.

“Relevância da comunicação no futuro do varejo”, ministrada pela Fabiana Rossignolo Londero, head de marketing das lojas Lebes, graduada em Relações Públicas pela Famecos/PUCRS e especializada em Marketing pela ESPM, debateu as transformações ocorridas na maneira das organizações dialogarem com o seu público alvo, a relevância da experiência proporcionada ao mesmo pelas empresas e a manutenção das lojas de varejo com o crescimento acelerado do e-commerce.

O Coletiva.net esteve presente no prédio 7 ministrando a oficina “Desconstruindo a Inovação”. Os profissionais Karen Vidaleti, João Ramos e Márcia Christofoli conversaram com os participantes da atividade sobre a nova edição da revista “Tendências”, produzida pelo Coletiva. Márcia e Karen são jornalistas, enquanto João é formado em Relações Públicas. O objetivo da atividade foi conversar com os alunos, “A gente não está aqui para dar palestra”, disse Márcia no início da atividade. A atual edição da publicação tem a inovação como pauta e o objetivo da edição foi desconstruir os conceitos de inovação na comunicação, explicou Márcia.

A poesia também teve espaço na vasta programação de oficinas da noite de hoje. Ministrando a oficina “Slam Poetry: Comunicação na Cultura Popular por meio de narrativas poéticas”, a estudante de jornalismo da Escola Mariana Bavaresco compartilhou conhecimentos de poesia, empatia, alteridade e comunicação com os participantes. Slam é uma competição, onde os slammers – poetas – recitam seus versos. Durante a atividade, Mariana explicou o Slam como mais um lugar de escuta do que de fala, onde um poeta mais ouve o outros do que recita. “O Slam é sobre conceitos diferentes e comunicar para esses”, contou a oficineira. O estabelecimento de conexões e a importância da comunicação, pois essa nós faz mais humanos também foram pontos levantados pela futura jornalista.

Foto: Marilia Germano / Famecos / PUCRS

O Pepsi Twist Land foi pauta de oficina no 31º SET. Os oficineiros Bernnardo Bonnard e Rodrigo Machado conversaram com os participantes sobre organização e rentabilização do festival. Hoje, o evento está na terceira edição e acontece no litoral gaúcho, na praia de Atlântida, e é gratuito e para todas as idades. A essência do festival foi apresentada aos alunos, sendo esse um evento inclusivo, com diferentes bandas e artistas. Um evento autêntico, na visão dos oficineiros Bonnard e Machado.

“Imprevistos a seu favor”, oficina ministrada por Vanessa Purper e Maneca Duarte, teve como objetivo ajudar os participantes a lidar com situações inusitadas e criar estruturas psicológicas para enfrentar qualquer desafio. “A pessoa vai nascer, morrer e vai ter que encarar algum imprevisto ao longo da sua história. O imprevisto é uma situação que você está à mercê a todo momento”, contou Vanessa. Maneca instigou os participantes a pensar sobre como resolver problemas. “Se tivéssemos um imprevisto aqui e agora, o que faríamos? O que iria acontecer?”, perguntou. “Nós seres humanos somos capazes de refazer e ampliar nossa zona de conforto”, disse o palestrante em relação à capacidade que as pessoas têm de se adaptar.

Liana Gross Furini, Gerente de Marketing e Inovação na Encore Semi, em San Diego, foi a ministrante da oficina “Da comunicação ao marketing e inovação: um trajetória”. Ela contou sobre sua trajetória acadêmica e de carreira, dando exemplos de marketing na empresa em que trabalha e explicações sobre o LinkedIn. Liana também apresentou conversar sobre possibilidades de carreira profissionais que os participantes poderiam seguir em suas áreas. “Acho importante para eles expandir as possibilidades de carreira além do óbvio”, disse, em relação aos caminhos que podem ser trilhados e muitas vezes não são apresentados durante a graduação.

“Arte em desenvolvimento de jogos”, oficina ministrada pelos membros da Aquiris Game Studio Giovane Webster, Cesar Souza e Guilherme Da Cas, trouxe aos participantes explicações sobre o processo de criação de jogos. Segundo Giovane, o desenvolvimento de jogos possui três grandes áreas: arte, negócios, ciência e tecnologia. “Design é sobre resolver problemas. É pensar como vou resolver esse problema que me deram”, disse Guilherme. Os ministrantes quiseram passar aos participantes como é o dia a dia de desenvolvedores de arte em games e explicar os processos de pré-produção e produção. 

Foto: Douglas Rosa / Famecos / PUCRS

Finalizamos a noite com um bate-papo e tanto com o jornalista e radialista, da Rádio Guaíba, Carlos Guimarães. Jornalismo ou entretenimento? Comentário ou opinião? Foram essas e outras questões que Guimarães trouxe aos participantes. Em um começo tímido de apresentação, o jornalista logo foi se soltando e, consequentemente, deixando quem estava em sala mais livre e disposto a trazer dúvidas.

Guimarães trouxe idéias centrais sobre o jornalismo esportivo, por exemplo, o quanto ele é orgânico e frisa, principalmente, o fator técnica. “Comentário não é palpite. Existem técnicas, procedimentos e razões que vão além do achismo”, ressalta. Mas, é jornalismo ou entretenimento? Sobre isso, o radialista afirma ser os dois: “Onde tem lide, tem jornalismo”.

O futebol é um grande elemento de comunicação, não basta entender sobre o esporte para ser de fato um comentarista, pois é uma função que delimita técnica e o jornalismo esportivo, uma função dinâmica: “De nada adianta o conhecimento se não tiver comunicação. E viceversa. O comentário deve ser bem fundamentado”.

Por fim, Guimarães divide com os estudantes dicas para ser um comentarista e fases de desenvolvimento do comentário. “O primordial é reconhecer o erro e ter embasamento, depois é um conjunto de fatores, como: responsabilidade; informação; seriedade; conhecimento e clareza”, explica.

 

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