A manhã do segundo dia de SET Universitário foi marcada pela presença de muitos alunos participando das oficinas na Famecos e no Escritório de Carreiras. Fizeram parte do cronograma oito workshops e bate-papos, entretanto a oficina de “Rádio Maleta e suas possibilidades” teve de ser cancelada no turno da manhã, acontecendo apenas durante a tarde.

Juliane Kramer, publicitária especialista em planejamento de marcas e inteligência competitiva, ministrou a oficina “Ligando pontos para planejar”. Em seu workshop, Juliane apontou a importância do pensamento e da criatividade na hora de construir um caminho estratégico. “Planejamento é muito mais um mindset do que alguma técnica que se possa ter”, disse ela. “Planejamento para mim é sobre pensar”, completou. A publicitária propôs aos participantes uma atividade em que criaram mapas mentais ligando pontos relacionados às especificidades do case apresentado, para assim poderem analisar quais as possíveis estratégias de negócio.

Ministrantes Rodrigo Scheid, Andressa Quines e Marco Birnfeld em sua oficina (Foto: Lenara Pothin)

A oficina “Criação e produção coletiva no cinema”, ministrada por Andressa Quines, Marco Birnfeld e Rodrigo Scheid, trouxe aos alunos explicações sobre o desenvolvimento de um filme e suas etapas de produção. Na oficina houveram duas dinâmicas. Na primeira, os participantes deveriam escrever uma estória em trios, definindo objetivo e obstáculos e especificando espaço, personagens e outros detalhes. Na segunda dinâmica, os alunos apresentaram seus trabalhos e analisaram cenas do longa-metragem universitário “Tudo em que acreditava antes de entrar no mar”, feito pelos ministrantes como projeto de TCC durante o curso de Produção Audiovisual na PUCRS. “A oficina é uma introdução ao que é cinema, ainda mais em trabalho em grupo”, disse Andressa.

O artista visual Leo Caobelli ministrou a oficina “Ainda é você, fotografia? Os novos caminhos e desafios da imagem em redes digitais”. O ministrante apresentou uma história de alguns formatos fotográficos, mostrando os diferentes tipos de câmeras. Após, abriu um debate sobre o que seria a pós-fotografia. “Muitas vezes vai caber a nós dar sentido às fotografias muito mais que apenas registrar [a fotografia]”, disse Leo sobre o ato de tornar as fotos mais que simples imagens. Para participação dos alunos, ele planejou um exercício de deriva digital. “O objetivo é ir acessando links que não acessaria normalmente e escolher uma fotografia que não teria visto em seu cotidiano”, explicou Leo.

Alunos participaram também da oficina “Elaboração de Currículo”, ministrada pela psicóloga Gabriela Techio em parceria com o IDEAR, realizada no Escritório de Carreiras. A oficina teve como objetivo mostrar o passo a passo de como montar um currículo. “Nós montamos e analisamos um currículo fictício de uma personagem chamada Júlia dos Santos”, contou a ministrante. Os alunos participaram com perguntas sobre como melhorar seus próprios currículos e portfólios.

André “Squallzera” Meneguzzi em sua oficina sobre Profissão Streamer (Foto: Lenara Pothin)

Uma das oficinas mais aguardadas pelos alunos foi o bate-papo com André “Squallzera” Meneguzzi sobre “Profissão Streamer: Youtube, Twitch, produção de conteúdo e monetização”. André, formado em Publicidade e Propaganda e streamer do mundo dos jogos, começou apresentando seu Media Kit e contando como iniciou seu canal no YouTube. Ele também deu dicas para quem quer criar um canal: é preciso definir o assunto que será tratado, conhecer o público, ter referências e fazer um vídeo piloto. Squallzera ressaltou a importância de não levar os números de visualizações, inscritos ou likes como fator mais importante do canal. “Nunca se acostume com números. Isso evita que a gente se chateie com a plataforma”, disse o streamer. “Não é porque tu não consegue a quantidade que tu queria que isso signifique que tua qualidade está decaindo”, alertou.

“Paixão pela palavra: a missão de contar histórias”, ministrada pelo jornalista Ricardo Bueno, teve como objetivo despertar nos participantes a compreensão de que escrever é mais que apenas lidar com palavras ― é lidar também com paixão e empatia. Segundo ele, “a palavra é uma ferramenta que permite que transformemos o mundo e que transformemos a nós mesmos”. Ricardo pediu aos participantes que escrevessem um texto com duas laudas sobre o que havia sido comentado na oficina, fazendo relação com a paixão e empatia. Os trabalhos dos alunos serão avaliados no dia 3, quando ocorre a segunda parte do workshop.

Na manhã de terça, também ocorreu a segunda parte da oficina “Fotografia de cidade – percorrer e narrar”, ministrada pelos artistas visuais Camila Domingues e Cristiano Sant’Anna. No dia 1, os participantes haviam ido ao centro de Porto Alegre para fotografar em uma retomada histórica. No dia seguinte, fizeram os downloads de suas fotos e apresentaram aos ministrantes. Juntos, analisaram as imagens e fizeram sua edição. Segundo Cristiano, o objetivo era “exercitar modos narrativos e sequências fotográficas”.

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