William Weber e Andressa Martins (por facetime) no 31º SET (Foto: Isabel Becker/ Famecos/ PUCRS)

por Mariane Castilhos, Flávia Pereira e Janaína Rauber

Na segunda tarde de oficinas do 31º SET Universitário, um dos tópicos abordados por uma das oficinas foi o empreendedorismo. O jornalista Thiago Ribeiro, formado pela Famecos e mestrando da Escola Politécnica da universidade, esteve no prédio 7 ministrando a oficina “A Oportunidade de Empreender”. A dinâmica começou com o jornalista se apresentando aos participantes, contando um pouco sobre a sua trajetória profissional e perguntando aos inscritos o porque da procura pela atividade. Após, Ribeiro explicou o que são os modelos de startups e os modelos práticos, e por último, os ouvintes foram divididos em grupos e montaram suas empresas para apresentar aos demais.

Durante a atividade, Thiago trouxe o conceito do dicionário de empreendedorismo e comparou com a atividade na vida real. No livro, empreendedorismo tem haver com iniciativa em implantar novos empreendimentos. O oficineiro falou para os participantes em soluções, como objetivo do ato. O conceito de startup, projeto de negócios que tem a inovação como característica e potencial de replicação e crescimento altos, foram levantados pelo jornalista. Thiago Ribeiro tem 17 anos de profissão e participou do primeiro SET Universitário transmitido pela TV Foca, antigo projeto de televisão do curso de Jornalismo da Escola. O jornalista teve como primeira chefe a professora Cristiane Finger, que ministra as disciplinas ligadas a televisão do curso de jornalismo. Passagens como repórter pelo SBT e RBS e a coordenação da parte digital da campanha do candidato José Fortunatti a prefeitura de Porto Alegre fazem parte do currículo de Ribeiro. O jornalista é um dos co-fundadores da Associação Gaúcha de Startups e também fundou a plataforma de criatividade da prefeitura de Porto Alegre, a #PoaDigital.

Francielle Falavigna no 31º SET (Foto: Pedro Munhoz/Famecos/PUCRS)

Agora, imagine uma sociedade em que um indivíduo não consegue se sentir parte de um determinado grupo. Isso acontece muito mais do que se imagina. Pensando nas dificuldades que muitos passam ao tentar se sentir representados, Gabriel Galli decidiu dedicar sua vida profissional em estudos e trabalhos sobre a diversidade de gêneros. Ministrante da disciplina “Trabalhando gênero, sexualidade e diversidade na comunicação’’, ele trouxe o tema para a 31ª edição do Set Universitário. Galli relata a tentativa de pessoas pertencentes ao grupo LGBT+ mostrarem a importância do tema em igrejas e bairros da Grande Porto Alegre. “Devemos pensar que não somos uma coisa só e não temos apenas uma definição, isso interfere na vida como um todo”, comenta Galli durante a oficina. Para salientar as diferentes visões deste mundo, ele mostra um filme produzido em Santa Maria, chamado Pobre, Preto, Puto. Após a apresentação, uma dinâmica é proposta entre os presentes para que todos consigam entender as realidades de uma sociedade separada por privilégios.

Também pensando em um mundo repleto de preconceitos, Daniel Quadros, estudante de jornalismo da Faculdade de Comunicação, Artes e Design (Famecos) da PUCRS, preparou uma dinâmica chamada Coming Out Stars, que deu nome a oficina realizada nesta tarde. Através de um exercício de empatia, todos se colocaram na pele de um LGBT+ e vivenciaram por alguns momentos as dificuldades enfrentadas por esse grupo. Diversas perguntas surgiram no decorrer da atividade, entre elas: “qual o motivo de todos não terem as mesmas oportunidades?”, “de que forma posso ajudar as pessoas que sofrem diferentes tipos de preconceitos?”. De acordo com o ministrante, é sempre importante lembrar das coisas boas que acontecem para se fortalecer dos problemas do dia a dia. “Isso se chama diversidade, isso que se chama sociedade”, reforça Daniel.

Thiago Ribeiro no 31º SET Universitário (Foto: Isabel Becker/Famecos/PUCRS)

Já para quem se interessa por ideias empreendedoras e sustentáveis também teve lugar em oficina desta terça-feira. A “Rádio maleta e suas possibilidades” foi apresentada por Juliano Nascimento, Educador Social no Polo Marista de Formação Tecnológica. Nela, participantes puderam conhecer experiências feitas com a Rádio Maleta  e entender suas possibilidades como ferramenta educacional. No decorrer de sua oficina, Juliano relembrou a importância do reaproveitamento de materiais e deu dicas de utilização de programas gratuitos. Dentre as qualidades de sua Rádio, ele cita a possibilidade de deslocamento da informação para áreas periféricas, a promoção da troca de informações e conhecimentos e também a ajuda na comunicação com pessoas que possuem dificuldades de escrita e leitura na comunicação. Ele relembrou experiências que a Maleta o proporcionou em diferentes locais do Brasil, como Fortaleza e Rio de Janeiro. Além disso, o ministrante afirma que acredita na ideia de ajudar a produzir conteúdos de qualidade e não apenas entrar no ciclo constante de consumi-los. “O foco é acreditar nos jovens acima de tudo”, completa.

Daniel Quadros no 31º SET (Foto: Mariana Pan Becker/Famecos/PUCRS)

O mundo mudou. Foi com essa frase o começo da oficina “Mídias sociais e o relacionamento com o cliente: a ouvidoria como mídia organizacional”, ministrada por Francielle Falavigna, na sala 309. Francielle é mestranda no Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social pela PUCRS, na linha de pesquisa Política e Práticas Profissionais na Comunicação e atualmente integra o Grupo de Pesquisa em Estudos Avançados em Comunicação Organizacional (GEACOR/CNPq) e o Grupo de Estudos em Comunicação Organizacional (GECOR/PUCRS), no qual é vice-coordenadora. Na oficina, foi abordada relacionamento com os diferentes públicos organizacionais e o (re)significado com o avanço das novas tecnologias. A coordenadora também trouxe exemplos de como as plataformas digitais, como Facebook e Twitter, passam a assumir um lugar de acolhida para o estabelecimento de vínculos, a partir da escuta ativa e da mediação e resolução de conflitos, quando efetivamente ocorrem. Diante desse cenário, a sociedade passa a entender as mídias sociais como Ouvidorias Virtuais – mídias organizacionais abertas ao diálogo e à interação. “A rede social é uma casa alugada, e o site nossa casa própria. Temos que analisar o perfil da organização e analisar possibilidades”, afirma.

Em outra sala, mais precisamente na 322, Willian Werner conversava com os estudantes sobre o Marketing On-life. Mas, sim, Willian tinha ao seu lado Andressa Martins, que mesmo em viagem fez questão de participar por transmissão ao vivo. Andressa é graduada em Jornalismo e especialista em Comunicação com o Mercado. Também é COO do Festival Mundial de Publicidade de Gramado. Willian é conhecido como um especialista em alcançar metas e resultados, continuou sua carreira empreendendo. Além disso, é mestre em gestão e negócios pela Unisinos e mestre pela IAE, Universidade de Administração e Inovação de Poitiers, na França. Em sala, foi abordado a forma como nos relacionamos, compramos e vendemos, e que mudou drasticamente na última década. A tarde de oficinas se encerra com o empreendedor afirmando que fazer propaganda, se comunicar está longe da discussão entre On e Off. “Eu não posso pensar em fazer um crescimento devagar do meu produto, e o futuro não é sobre vender mais, mas se relacionar melhor”, afirmou.

“A oficina que encerrou a segunda tarde de atividades no SET aconteceu no Sicred. A dinâmica “Criação de Produtos Digitais” aconteceu na sede da cooperativa, no prédio 32 da universidade. Os participantes foram recepcionados pela publicitária de formação e Product Owner do produto digital Conecta, Alana Pereira. A profissional trabalha com a criação de produtos digitais. Na visão de Alana, um bom produto digital dá valor para o usuário, quem usa de verdade. Alana conta que já tinha participado de uma oficina do SET, quando aluna da Fabico-UFRGS, como oficineira é a primeira vez dela.

Aos participantes da dinâmica foi apresentado um problema fictício sobre a queda de vendas em um produto comercializado via e-commerce. Os alunos tiveram como desafio pensar em propostas para resolver o problema. Tempo cronometrado e mãos a massa, técnicas como o brainstorm – tempestade de ideias, quando o grupo se reúne para pensar em soluções para alguma questão de maneira livre, após filtra-se o conteúdo do processo criativo. Após, os alunos apresentaram e comentaram as soluções pensadas. Mostrar para os participantes e alunos de comunicação que há outras possibilidades além das tradicionais já conhecida é a finalidade da oficina, comentou Alana.”

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