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O que a comunicação tem a ver com diversidade sexual e de gênero? | SET Universitário - Famecos/PUCRS

Gabriel Galli e participantes da oficina sobre diversidade sexual e de gênero em atividade no espaço externo do prédio 7 da PUCRS (Foto Nícolas Chidem/Famecos/PUCRS)

Quando o assunto é diversidade sexual e de gênero tem quem acredite que a comunicação não tem nada a ver com isso. Mas não é bem assim. Gabriel Galli, jornalista, coordenador da ONG SOMOS e membro do grupo Freeda mostrou para cerca de 20 oficineiros que os comunicadores cumprem, sim, um papel essencial no mundo da luta LGBT: o de informar o público sem desrespeitar o outro. Em um momento de conversa e abordagem teórica, quem estava presente na sala 206.8 ficou por dentro de conceitos básicos sobre o assunto, o que é diversidade, qual o contexto em que ela se insere e quais aspectos da comunicação a serem englobados dentro desse universo.

A primeira atividade da tarde aconteceu ao lado da #TendaSET, no espaço externo da Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS. Com o objetivo de promover uma reflexão sobre os privilégios que cada um tem (embora, muitas vezes, não perceba), a dinâmica mostrou de maneira rápida e eficaz os preconceitos e disparidades que existem dentro da sociedade. Dispostos lado a lado em uma linha horizontal, os oficineiros foram submetidos a 36 perguntas feitas por Galli. Na medida em que respondiam, davam um passo a frente, atrás ou permaneciam no mesmo lugar. O resultado, infelizmente, não surpreendeu. Ao final, três estudantes negras estavam na ultima posição. Na volta a sala de aula, a palavra mais usada foi estereótipo. Por serem porta de entrada (ou não) durante a vida de milhares de pessoas, os participantes da oficina ressaltaram a necessidade de entender o significado dessa categorização e de repensar atitudes e hábitos cotidianos.

Conceitos

O tema sobre a diversidade sexual e de gênero engloba uma série de conceitos teóricos. Identidade de gênero, por exemplo, possui relação com a forma com que as pessoas se enxergam, ou seja, o gênero com o qual cada um se sente parte, enquanto a orientação sexual indica pelo que você sente atração e mostra para que “lado” sua sexualidade está orientada. Outro conceito importante para compreender o assunto é o sexo biológico. Embora pareça óbvio, ele condiz com a genitália no momento do nascimento e é responsável por características físicas de cada um. Em relação à identidade e à orientação, diversas classificações existem (embora não sejam consenso), como bissexualidade, assexualidade, pansexualidade, homossexualidade, transexualidade e não-binários.

Demandas por direito e termos que merecem cuidado

Galli também mostrou um panorama geral sobre leis de orientação sexual ao redor do mundo, direitos e penas a serem cumpridas. Além disso, explicou de maneira simplificada a diferença entre o casamento e a união estável. Ao falar sobre mortes de LGBTs em 2016, o ministrante relembrou o fato de o Brasil ser o país que mais mata travestis e transexuais no mundo. Em relação aos termos que merecem cuidado, o jornalista comentou sobre “homossexualismo” (ligado a doença) e “aidético” (pejorativo), sem esquecer de palavras que mascaram o preconceito. Após a reprodução de um vídeo do National Geographic, também foi abordado o tópico sobre a constante dificuldade em conservar a inocência das crianças sem deixar de abordar o assunto com elas. A construção e a desconstrução de ideias preconcebidas pela imprensa finalizou a primeira etapa da oficina.